Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 06/10/2020
As redes sociais facilitaram significativamente a comunicação entre pessoas oriundas de diferentes lugares do Brasil, entretanto o seu mau uso dificultou o desenvolvimento de debates políticos produtivos nas eleições de 2018. Sobre isso, o compartilhamento de notícias falsas e a disseminação de mensagens de ódio foram os fatores que impossibilitaram a construção de conversas políticas saudáveis no ultimo processo eleitoral. Logo, caminhos devem ser seguidos para que esse problema não abale a atual estrutura democrática brasileira.
Vale ressaltar, a princípio, que existe a criação de perfis falsos nas mídias sociais, os quais possuem como objetivo espalhar informações infundadas, para promover determinados grupos políticos em detrimento das falácias divulgadas em relação a outros. Conforme disse Joseph Goebbels: ´´ Uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade `` ; a intensa e rápida divulgação de fatos que não correspondem com a realidade manipula a mente dos eleitores , influenciando a decisão de voto deles. Nota-se, assim, a necessidade da elaboração de um filtro na internet que possa distinguir quais fontes de notícias são confiáveis das que não são bem fundamentadas
Ademais, deve se analisar que o anonimato que o ambiente virtual permite aos internautas favorece a criação de associações que têm como finalidade a divulgação de mensagens preconceituosas contra candidatos a cargos políticos que são homossexuais, indígenas, negros ou pertencentes a outra minoria social. Acerca disso, durante o período eleitoral de 2018, um grupo de usuários de um fórum online chamado 4Chan, postaram recados homofóbicos e ameaças contra o deputado federal Jean Wyllys. Desse modo, convém que as autoridades policiais procurem os criminosos responsáveis por promover essa perseguição e discriminação no meio digital.
Portanto, medidas devem ser discutidas e adotadas para se combater essas problemáticas. Primeiramente, as empresas responsáveis por gerenciar as redes sociais, como o Facebook e Twitter, devem detectar as fontes de dados falsos, por meio de mecanismos de filtração online, a fim de viabilizar a publicação apenas de informações de origem verídica. Além disso, a Polícia Federal deve, através da sua divisão de policiais especializados em crimes cibernéticos, realizar investigações profundas sobre quem são os criminosos responsáveis por difundir frases de ódio no espaço digital, para garantir que eles serão devidamente punidos. Assim, as redes sociais serão um lugar mais seguro e proveitoso para se realizar debates políticos nos próximos processos eleitorais.