Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 16/10/2020

Segundo o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman: “As redes sociais são muito uteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha”. Nessa perspectiva, diante da influência digital presenciada na contemporaneidade, os meios de comunicação tornam-se perigosos em “mãos erradas”. Haja vista que, é possível manipular informações, formar notícias falsas e permitir a disseminação do ódio e da controvérsia. Logo, é fundamental discutir, refletir e ter-se uma resolução do impasse apresentado.

Em primeira análise, em 2010 iniciou-se no Oriente Médio e no Norte da África, uma onda revolucionária de protestos, demonstrando ser contra os respectivos governos ditatoriais, aparentemente a discussão iniciou-se no Facebook e rapidamente tomou proporções maiores. Destarte, a partir do ocorrido supracitado, é possível enxergar a ligação intrínseca entre redes sociais e posicionamento político, pois ambas podem compartilhar dos mesmos interesses, gerando indignação ou contentamento por parte dos envolvidos. Assim sendo, de maneira preocupante, há probabilidades grandes de controle de dados organizados por empresas de grande porte, sendo assim, notícias e informações tem de a ser distorcidas para beneficiar ou prejudicar determinado partido, candidato ou pessoa pública.

Para uma segunda instância, a definição de “fake news” é: notícias falsas, as quais são formadas por desinformações ou boatos sensacionalistas via jornal impresso, “internet” ou televisão. Em vista disso, a globalização é um fenômeno que contribui para a difusão de dados pessoais ou informações, sejam estas verdadeiras ou falsas. No entanto, é notório o compartilhamento exagerado de rumores controversos, com intenção de distorcer a imagem de determinado objeto, produto ou indivíduo, processo comumente chamado de “deepfake” - uma técnica de síntese de falas e trejeitos, os quais é conhecida por ser “antiética” e imoral. Por conseguinte, todos esses mecanismos estão frequentemente sendo acobertados por redes sociais, as quais não protegem seus usuários da dominação de grandes transnacionais ou piratas informáticos.

Infere-se, então, que o Brasil, e as demais nações, precisa tomar medidas eficazes e morais no que diz respeito a proteção dos cidadãos, para que estes permaneçam seguros até mesmo no mundo virtual. Portanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em consonância com empresas privadas de tecnologia, deve precaver os usuários brasileiros de todos os prós e contras das redes sociais, sendo possível denunciar e excluir notícias falsas que tenham a intenção de prejudicar. Preservando, assim, o bem-estar social dos indivíduos.