Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 12/10/2020

Durante a Grécia Antiga, a praça pública (ágora) era o principal local de discursos políticos e temas sociais, porém, apenas homens livres e proprietários de terras poderiam participar desse ambiente, no entanto, atualmente,  com a ampliação dos meios de comunicações possibilitou que um maior contingente de indivíduos pudessem ter participação nos discursos políticos. Nesse contexto, não tão distante, encontra-se o Brasil, em que todos os dias milhares de pessoas discutem sobre temas políticos que muitas vezes acabam entrando em brigas e exclusões sociais que ocorre, infelizmente, devido não só à negligência governamental, mas também à deturpada concepção da sociedade.

Inicialmente, a Constituição de 1988 garante a liberdade de expressão e a tolerância de pensamento para todos os indivíduos, todavia, o poder Executivo e Legislativo não cumprem com essa obrigação constitucional. Segundo Aristóteles, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, porém, esse ideal filosófico encontra-se questionado no Brasil, pois a falta de ações governamentais para combater a intolerância ideológica e a propagação dos discursos de ódio contra grupos sociais que possuem visões opostas sobre temas políticos é presente no Brasil, principalmente nas eleições de 2018, no qual houve guerras de pensamentos em que figuras políticas ganharam representações de grupos extremistas dentro e fora das redes sociais.

Além disso, a errônea concepção da sociedade com as discursões no âmbito político e sua ampliação nas redes sociais, principalmente com os jovens, gera intrigas entre grupos sociais, pois o conceito de democracia não é respeitado na sociedade, uma vez que a pluralidade de pensamentos e o respeito são um dos fatores para sua consistência. Assim, as redes sociais foram fundamentais para a escolha dos representantes políticos, sobretudo nas eleições de 2018, em que vídeos, " fake news" e propostas políticas foram difundidas para milhares de pessoas através das redes sociais. Durante a Ditadura Militar, as mídias  foram censuras, e os opositores políticos eram mortos ou torturados por não compartilhar o mesmo pensamento e vertente política, não havendo discursões  sociais por mais de 20 anos no Brasil. Sendo assim, a democracia, mesmo com suas falhas é importante para a sociedade.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto nas escolas, por meio de palestras e atividades sobre a importância das redes sociais e os fundamentos da democracia, respeitando a pluralidade de pensamentos e o combate a qualquer tipo de preconceito ideológico voltado para as discursões políticas, além de esclarecer a importância das mídias sociais na escolha dos representantes. Espera-se, com isso, que o Brasil seja um lugar de respeito e tolerância com qualquer tipo de pensamento.