Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 13/10/2020

Segundo o empresário Steve Jobs “a tecnologia move o mundo”, assim, no cenário político as redes sociais têm papel fundamental na formação de opiniões e promoção de debates. Dessa forma, se por um lado esse espaço é importante para evitar a alienação política, por outro é notório que a educação digital e a monitoração das publicações nas redes sejam fundamentais para que a informação seja repassada de maneira responsável, impedindo a manipulação da opinião pública.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford no Reino Unido, a manipulação de opiniões por atores políticos vem crescendo cada vez mais. Logo, isso ocorre principalmente por meio da disseminação de inverdades que irão moldar o pensamento político individual de maneira superficial e fraudada.

Além disso, mesmo o indivíduo consciente da existência das fake news encontra dificuldade em achar fontes confiáveis dentro dos canais, gerando um clima de desconfiança e frustração. Por conseguinte, a abdicação do papel de cidadão engajado politicamente contemporâneo ao sujeito manipulado pelas informações falsas tornam as eleições um solo fértil para o desenvolvimento de um governo incerto e incompetente.

Diante do exposto, é inadiável que medidas sejam tomadas para remediar a problemática. Considerando que as redes sociais sejam ferramentas essenciais na política atual, é imperativo que haja algum controle das informações repassadas. Portanto, os administradores de redes como Facebook, Twitter, Instagram e Whatsapp, devem preocupar-se em fiscalizar as postagens e as notícias, além de o Ministério da Educação criar uma disciplina escolar para educação digital. Dessa maneira a sociedade tornar-se-á consciente e inatingível à manipulação das redes.