Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 09/10/2020

A polarização e a manipulação diante as eleições.

Internet, talvez o símbolo máximo de um mundo globalizado. Com o advento dessa rede que tende a conectar a todos, as informações tornarem-se muito mais difundidas e facilitadas em relação á antes.

Com isso, em teoria, mediante a todos seus benefícios, ela promoveria um centro de informações seguras. Entretanto, apesar de todas as vantagens que ela pode proporcionar, a internet, em especial, as redes sociais, se tornaram um lugar hostil, de polarização ideológica e onde muitas vezes é usada como ferramenta de manipulação politica, como no caso da eleição presidencial de 2018.

Em primeiro lugar, deve ser dito que um processo de polarização politica se intensificou no Brasil desde as jornadas de junho. No documentário, “Democracia em Vertigem”, é mostrado a  trajetória  politica do país nos últimos anos. Nele, é visto que desde o processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, houve um crescente aumento em um grupo de extrema direita que alegava que os problemas de corrupção se concentravam nos partidos de esquerda, em especial, no Partido dos Trabalhadores. Mediante a isso, houve também um aumento no grupo de extrema esquerda que apontava o pedido de impeachment como um golpe. Ambos os grupos tinham algo em comum: O uso das redes sociais, em maioria, o Facebook, como ferramenta de agendar os protestos de ruas ao redor do pais. intensifica-se ai, a polarização politica.

Em segundo lugar, deve ser citado que as redes sociais não só serviram de forma indireta, como para  o agendamento de protestos, mas sim, de forma bem mais efetiva. No filme, “O dilema das redes”, é exemplificado a maneira em que as redes sociais trabalham de forma a apresentar ao usuário apenas posts em que ideologia é conivente a dele. Em suma, cria-se ai não só um ambiente de polarização politica, como também uma bolha social. A partir disso, as Fake News são difundidas dentre essas bolhas como verdades absolutas. Como exemplo, pode ser citado o “gabinete do ódio”, departamento bancado por membros de direita que servia como forma de criar e espalhar noticias falsas, como a de um atentado comunista ou a da ideologia de gênero, pelas redes sociais mediante a essas bolhas já programadas pelo próprio código da rede.

Portanto, perante aos problemas encontrados nas eleições de 2018, uma solução deve ser proposta para que isso não acomete as futuras eleições. Para isso, uma das formas de combate, é a parceria entre o ministério da tecnologia e o da segurança publica para que juntos patrocinem e debatam juntos aos administradores das principais redes sociais, uma forma de combate ás fake news  e á alienação  da informação virtual no Brasil.