Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 05/10/2020

É indubitável que o uso das redes sociais cresceu freneticamente nos últimos anos, e com isso sua influência nos assuntos políticos também. Segundo o colunista Nilson Teixeira, do jornal Valor Econômico, o número de contas de Whatsapp e Facebook mais que dobrou desde 2013, chegando a 120 milhões em 2018. Diante disso, um novo estudo feito pela Universidade de Oxford, do Reino Unido relata que “a ação de partidos e de governos para manipular a opinião pública por meio das redes sociais está crescendo e já atingiu 48 países nos últimos 12 meses. Sendo assim, medidas precisam ser tomadas para tentar combater esse problema, incitando uma maior atenção do poder público, juntamente com os setores socialmente engajados e das instituições formadoras de opinião.

Consoante a pesquisa realizada pela Ipsos e Fecomércio-RJ em 2016 foi estimado que 70% dos brasileiros tinham acesso à internet, e desse total, 69% afirmou que usava o celular como principal forma de navegar. Deste modo, a informação busca chegar e atender grande parte dos brasileiros a fim de tornar o país mais globalizado e desenvolvido. Entretanto, vale ressaltar que o uso excessivo das redes sociais, o uso de forma errônea e a desigualdade social resultante da globalização podem trazer prejuízos a sociedade e ao cidadão. A exemplo disso, muitos indivíduos estão viciados nas redes sociais, passam várias horas do seu dia curtindo, postando e compartilhando, a disseminação de fake news afeta a as decisões da sociedade, e a desigualdade do acesso a informação é nítido no Brasil.

Samantha Brown, disse à Folha “as ferramentas e técnicas de manipulação estão constantemente evoluindo e se tornando mais sofisticadas”, o que evidencia o uso errado das redes sociais em vários momentos, assim como nas eleições de 2018. Uma vez que grupos organizados por atores políticos atuam espalhando fake news, criando perfis falsos para aumentar artificialmente a importância de determinados assuntos e candidatos e usando análise de dados para fazer propaganda a públicos específicos. Neste contexto, algumas pessoas querem destruir os fundamentos democráticos e vencer eleições de maneira autocrática.

Sob esse viés, para que a manipulação de informações falsas sejam integra, cabe ao Governo intensificar esforços, criando multas e penalidades para pessoas que fazem fake news. Ademais, a criação de campanhas midiáticas governamentais de conscientização, com o apoio da imprensa socialmente engajada e a divulgação através das redes, que mostrem os prejuízos o uso excessivo e da disseminação de notícias mentirosas. Outrossim, a participação das instituições formadoras de opinião para a educação de todos com relação as redes sociais e a política, com as escolas realizando palestras e seminários sobre o assunto e as famílias intensificando os diálogos em casa.