Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 05/10/2020

As redes sociais são com certeza a melhor forma de comunicação do século 21. Um local onde as notícias - nem sempre verdadeiras - se espalham com uma velocidade enorme e em grande intensidade, alcançando diferentes pessoas em diferentes esferas sociais e de diferentes idades.

Com o crescimento no uso das redes sociais, oportunistas começaram a se aproveitar da vulnerabilidade de usuários novos da internet - principalmente os mais idosos, que geralmente são menos acostumados com o uso da internet e acabam compartilhando notícias falsas. As famosas fake news, muito divulgadas nas eleições brasileiras, fizeram a cabeça do eleitor brasileiro e acabaram por mudar seu voto. Com a ideia falsa posta em sua cabeça, ele acaba se enganando, criando ideias erradas de candidatos que nem se quer fizeram o que ele acha que fizeram.

De acordo com a Ipsos e a Fecomércio - RJ, em 2018 já haviam mais de 120 milhões de contas cadastradas no Facebook e no Whatsapp. Milhões de pessoas compartilhando notícias e opiniões na internet, algumas tomando ideias como a verdade absoluta, algo que gerou brigas e extensas discussões. Com a enorme quantidade de usuários, grupos políticos foram formados com o intuito de disseminar notícias falsas nas redes. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Oxford, 48 países tem criado grupos para influenciar na opinião urbana.

Com isso, é observado que as redes sociais são um local perigoso e com grande influência na opinião pública, pode ser um risco para a democracia se usada de maneira errada. Algumas formas de se evitar o risco é o cuidado por parte dos usuários para que estes não compartilhem notícias falsas, de modo que grupos políticos percam força. O cuidado pode ser feito observando a fonte da notícia e também observando se o texto não é muito apelativo, uma marca das fake news são as imagens e palavras apelativas usadas pelos autores.