Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 07/10/2020
Com a Terceira Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XX, muitos avanços foram trazidos para a humanidade, principalmente no que concerne à rápida e ubíqua dissipação de opiniões de uma pessoa para outra. No entanto, na atualidade o grande fluxo informativo tem potencializado o modelamento de muitas concepções do que é o ideal para uma sociedade, assim, como resultado de tal processo, destaca-se a profunda influência dos meios comunicacionais sobre as eleições por todo o mundo.
As redes sociais, em sua maioria, possuem grande poder de influenciar sobre seus usuários a tomarem decisões. Com esse poder, vem grandes responsabilidades , que com mensagens de texto e publicações, podem mudar o rumo da política de um país com a disseminação de notícias falsas pelos mais diversos meios oferecido pelas redes sociais e mídias, gerando um alto índice de pessoas que, por falta de informações e conhecimento sobre política, optam por confiar em fontes duvidosas.
Por consequência, a manipulação por meio de notícias falsas levam ao poder políticos corruptos e indiferentes frente as mazelas sociais que aquele lugar enfrenta. Vale ressaltar ainda, o aspecto desleal que a proximidade entre políticos e eleitorado pode causar. De acordo com umas pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, em 48 países as eleições tiveram influência de partidos políticos que, manipulando as notícias partidárias ao seu favor, buscavam a persuasão dos seus eleitores. O que indica uma ausência de preparo dos provedores de internet para filtrar as informações veiculadas na grande rede.
Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação deve implantar no calendário público federal o ensino de filosofia política para os alunos, com o objetivo de desenvolver no eleitorado uma reflexão mais aprofundada dos elementos constitutivos da política de cada Estado. Com isso, impediria-se a total subversão das pessoas para o bombardeamento informativo nas redes sociais. Desse modo, amenizará, em médio e longo prazo, o impacto nocivo das redes sociais nas discussões políticas.