Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 13/10/2020

Em dezembro de 1941, após serem bombardeados pelas tropas japonesas em Pearl Harbor, os EUA entram para a Segunda Guerra Mundial, desempenhando um papel decisivo nos anos seguintes. De forma semelhante, percebe-se, demasiadamente, que as redes sociais tem exercido um papel muito importante para as discussões políticas nas Eleições 2018, o que contribui para uma polarização ideológica. Nessa perspectiva, torna-se relevante debater dois tópicos: a manipulação da opinião pública e a negligência estatal. Logo, é necessário analisar como mitigar esses impasses.

Em Primeira análise, vale destacar, como as discussões políticas nas redes sociais auxiliam na manipulação da opinião pública. De forma análoga, no filme alemão “A Onda” o personagem Jonas e os seus colegas de escola são manipulados por ideias fascistas ao estudarem sobre sistemas de governos autocráticos. Em paralelo a isso, tal entrave, ocorre, devido a influência de pessoas famosas que tem um certo domínio digital, o que proporciona um senso crítico limitado para os internautas que as acompanham. Sendo assim, providências devem ser tomadas.

Em segunda análise, é mister, salientar, a discussão no que se refere a negligência estatal. A esse respeito, o sociólogo e escritor polonês Zygmunt Bauman elabora o conceito de “Instituição Zumbi”. No qual, um órgão público é responsável por exercer determinada função, porém não a cumpre. Esse nefasto panorama evidencia que a ausência de políticas públicas que fiscalizem o que as redes sociais ofertam para os usuários e a insuficiência de leis permitem a continuidade desse empecilho. Portanto, soluções devem ser buscadas imediatamente.

Em síntese, urge que o papel das redes sociais nas discussões políticas - como nas Eleições 2018 - deve ser visto e tratado com mais eficácia. Para isso, o Governo Federal (GF), deve elaborar um ciclo de palestras e campanhas de orientação sobre o uso das redes sociais nas discussões políticas - com a participação de tecnólogos e especialistas em dados - via investimentos fiscais, com o efeito de evitar que cidadãos sejam manipulados e que tenham um pensamento mais crítico e autônomo. Dessa forma, esse problema será reduzido gradativamente.