Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 10/10/2020
Desde a Proclamação da República, em 1889, até os dias atuais, os candidatos a presidencia usam as mais variadas táticas para se elegerem. No passado era comum utilizar o voto de cabresto, no qual o cidadão era obrigado a votar no candidato que o coronel ordenou, essa prática controladora foi há muito abolida, porém, na atualidade, um novo cabresto, sem dono político, controla o voto nas eleições: as redes sociais, em que não existem coronéis, mas as notícias (que podem ser falsas) manipulam a opinião da população, e interferem na escolha do candidato que pretendem votar.
Nas eleições de 2018 as redes socias tornaram-se uma ferramenta mais poderosa que a televisão para divulgar os candidatos presidenciais, que passaram a usá-las para divulgar suas campanhas, o que em tese é válido, pois a internet é um local digital em que é possível expressar sua opinião livremente, entretanto uma praga digital ganhou força: as fake news(notícias falsas, em português), esse nome sugere o que são: noticías infundadas que distorcem opiniões, no caso políticas, e, por consequência, influenciam a escolha popular nas eleições.
As notícias políticas falsas encontraram solo fértil na polarização política que o país passa atualmente, em que o “Efeito da mídia hostil” já é presente e caracteriza a relação entre a mídia e a população. A propósito o Efeito da mídia hostil são as diferentes leituras de uma notícia, provindas de grupos que possuem fortes opiniões formadas previamente, e interpretam-na de maneira diferente, cada qual direcionando conforme a própria preferência(o que acontece em muitas notícias televisivas, por exemplo). Neste ponto as fake news apareceram. O que as fakes news trazem é sempre claro quanto ao posicionamento político que possui e com isso não oferece margem para o Efeito da mídia hostil. Logo que o grupo que possui o mesmo posicionamento descobre a notícia passam a usá-la como argumento para defender seu candidato, sem saber que se trata de uma fake news.
Para controlar essa situação , e garantir uma eleição justa dos candidatos, é imprescindivel que as fake news sejam controladas por meio do Legislativo em parceria ao Executivo para criar mecanismos com campanhas de conscientização e como denunciar possíveis fakes por meio de ferramentas digitais criadas dentro das redes (essas ferramentas serão desenvolvidas dentro das redes sociais por leis coibidas pelo Legislativo) e ensinar a população a identificar as fake news e denunciá-las com as ferramentas digitais criadas e assim a própria população poderá retirar as fake news de circulação, e apenas notícias cabíveis estarão informando a sociedade, e por fim os cidadãos brasileiros terão infomações concretas para escolher os candidatos de maneira consciente, sem nenhum cabresto mental, e as eleições serão decididas de maneira democrática e honesta.