Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 06/10/2020

Sócrates, filósofo grego conhecido como o pai da Filosofia, afirmava que a verdade é alcançada pela dialética. Sendo assim, em um ambiente democrático espera-se que as propostas sejam debatidas com respeito, veracidade e ética para alcançar a verdade assim como da filosofia socrática. Entretanto, as eleições de 2018 foi palco para mentira e imoralidade potencializada pelas redes sociais. Nesse viés, as redes sociais apresentaram mais aspectos negativos do que positivos nesse âmbito.

A priori, as redes sociais seria um ambiente propício ao debate político saudável com maior integração da população. Todavia, na última eleição o cenário foi o oposto, predominando as “fake news”   como ferramenta de persuasão. Sendo assim, a utilização desse meio assemelha-se com as práticas sofistas em que o compromisso com a verdade é omisso e o único objetivo mostra-se vencer. Dessa forma, torna-se evidente que a população como um todo foi lesada.

A posteriori, as eleições de 2018  foram marcadas também pela polarização. Cabe salientar, que a polarização em sí não mostra-se ruim, todavia, o que foi observado nas eleições brasileiras teve um caráter deletério uma vez que deu origem à agressões verbais, físicas e tornou a opção de voto  individual  como representação de  caráter do eleitor. Sendo assim, torna-se nítido que  as redes sociais foi a ferramenta que potencializou essas atitudes.

Em suma, as redes sociais em diversas faces foi deletéria para democracia brasileira em 2018. Todavia, a solução para os problemas criados por ela está na educação da população em geral. Portanto, cabe ao Governo Federal , por meio das escolas , reforçar a importância de disciplinas das áreas de ciências humanas uma vez que aumenta o senso crítico do indivíduo, impedindo que entre nesse ciclo vicioso de " fake news" e ignorância. Dessa forma, poder-se-á em 2022 um ambiente de disputa política mais justo e ético.