Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 06/10/2020
A partir do século XX, com o advento do Meio Técnico-Científico-Informacional, teoria do geólogo Milton Santos, que corresponde ao avanço dos processos de produção no meio em que vivemos, é evidente as evoluções pela qual o mundo passou e ainda passa a cada dia ao se modernizar. Entretanto, as consequências sociais que esse progresso trouxe geram controvérsias sobre o real efeito dessas tecnologias -como as redes sociais- na vida dos indivíduos e em suas decisões. Nesse sentido, destaca-se a falta de atenção governamental ao passar informações confiáveis para a população.
Convém ressaltar, a princípio, que as redes sociais ganharam um papel muito importante na sociedade, seja apenas como um meio de distração ou como uma ferramenta que dirige a vida dos usuários. Nos últimos anos, as mídias, principalmente o Twitter, foram alvos importantes nas eleições, usadas por partidos e governos ao manipular a opinião pública e disseminar notícias falsas sobre seus concorrentes. A exemplo disso foi a eleição de 2016 nos EUA, que gerou uma teoria chamada “Pizzagate”, na qual afirmava que uma pizzaria estava ligada a pornografia infantil. Essa notícia se espalhou por vários sites falsos, ligado a um candidato, que a disseminou e desestabilizou a concorrência, pelo simples fato das pessoas não procurarem a veracidade das informações. Dessa maneira, a sociedade anda contra a evolução da consciência humana, aquela que não acredita em qualquer coisa, mas sim a questiona, como afirma Nietsche, simbolizada por uma criança.
É importante pontuar, ainda, que, apesar das redes sociais serem utilizadas como ferramentas de lazer e trabalho, muitos fazem o uso dessas redes de maneira nociva, a fim de atacar outras pessoas, partidos, governo, empresas e etc. Nesse sentido, poucas são as soluções tomadas pelos aplicativos, como Facebook e Twitter, para diminuir a disseminação de notícias sem veracidade e as suas consequências. No entanto, vale salientar a iniciativa do Instagram de alertar seus usuários quando compartilham uma notícia falsa. Essa ação facilitou e abriu a mente de várias pessoas sobre elas acreditarem em tudo o que viam, seja por ser um indivíduo que demonstra confiança frente a rede social, mas não procuravam saber a autenticidade da informação.
Portanto, é fulcral que providências devem ser tomadas pelas universidades ao orientar seus alunos, por meio de palestras com seus docentes sobre as notícias falsas em meio a época de eleição e como pode ser evitado que se acredite nela. Ademais, cabe ao governo que, em parcerias com as mídias, crie um aplicativo oficial de notícias sobre o que está acontecendo no país, com as informações certas e o que for equivocado, a fim de que as notícias falsas sejam combatidas e pessoas não sejam enganadas. Com essas medidas, as redes sociais terão um papel inofensivo em meio a política.