Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 06/10/2020

De acordo com o dicionário, democracia é o governo em que o povo exerce a soberania, sendo garantida pela constituição brasileira. Porém, diante do contexto atual essa realidade não é plenamente exercida, uma vez que as redes sociais assumem o papel de manipular indivíduos nas discussões políticas por meio de fake news e interesses de desenvolvedores dos aplicativos presentes na internet.

Em uma primeira análise, é importante ressaltar que o advento da tecnologia facilita a disseminação de informações e notícias falsas por meio das redes sociais. No Brasil essa realidade ficou nítida nas manifestações contra o governo de 2013, uma vez que, de acordo com o o jornal Zero Hora, mais de 70% das pessoas que foram às ruas acreditavam em notícias e boatos falsos do governo da época. Além disso, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, as eleições de 2018 tiveram uma grande influência da internet por conta de pacotes de notícias falsas que foram enviados para milhares de usuários de um aplicativo de mensagem. Portanto, fica claro que as redes sociais exercem uma forte influência no debate político.

Em uma segunda análise, o lucro dos desenvolvedores de aplicativos e de grandes empresas de modo geral, se mostra mais importante que evitar a manipulação de massas. O documentário “O Dilema das Redes”, produzido pela Netflix em 2020, expõe que os algoritmos funcionam de modo que a população se separe em grupos polarizados e alimentados por pensamentos radicais. Essa configuração agiliza o compartilhamento tanto de notícias falsas quanto de propagandas de determinados produtos ou serviços que se encaixam com os interesses destes grandes grupos, formando bolhas sociais e aumentando a intolerância. Deste modo, a manipulação por meio de redes sociais torna se ainda mais presente nos diversos setores da sociedade, inclusiva na política, por favorecer um seleto grupo de pessoas.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Para a conscientização da população a respeito das redes sociais, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) crie por meio de verbas governamentais, campanhas e cartilhas na internet e nas escolas sobre como identificar noticias falsas ou tendenciosas, além de estimular o senso crítico da população. Dessa forma, a democracia garantida na constituição não será afetada de forma negativa pelas redes sociais.