Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 08/10/2020

segundo relatório divulgado pela ‘‘Dubai school of government’’ a propagação do movimento conhecido como primavera árabe ao longo do norte da África e Oriente Médio só foi só foi possível devido a dispositivos e recursos proporcionados pelas redes sociais. Tal frase, deixa evidente o grande destaque das redes sociais na promoção de movimentos políticos. Em contrapartida, no território nacional tais recursos vem sendo utilizados de maneira incorreta. Isso é observado na divulgação de notícias falsas, que por conseguinte, ocasionam uma padronização e alienação do pensamento coletivo. Logo, por se tratar de um problema que fere a cidadania-inibindo a opinião-deve ser combatido.

Em primeira análise, é certo que a ampliação do contato dos indivíduos com mecanismos digitais, como as redes sociais, acarretam na fácil propagação de notícias que possuem conteúdos alterados. Segundo Joseph Goebbels, chefe da propaganda do partido  nazista, não se deve falar para falar para dizer algo, mas para produzir efeito. Paralelamente ao pensamento do propagandista milhares de indivíduos com o objetivo de enaltecer determinado partido político, modificam informações tendo como exemplo a postagem de vídeos com falas adulteradas, assim, não mantendo qualquer comprometimento com a verdade. Desse modo, é imprescindível a construção de barreiras contra a manifestação de conteúdos de caráter duvidoso.

Com efeito, a popularização e disseminação de tais notícias provocam uma homogeneização social perante a maneira de agir e pensar. Sob tal ótica, é importante destacar o discurso de Milton Santos, geógrafo brasileiro, no termo que ele denominou de ‘‘Fábula da globalização’’, em que segundo ele ao invés de promover diversidade cultural e difundir notícias que realmente informam pessoas, a globalização a padronização do pensamento e futura alienação. Nesse sentido, ao receber informações do ‘‘Facebook’’, ‘‘Twitter’’, ‘‘Whatsapp’’ e, rapidamente repassá-las, sem qualquer análise, os indivíduos criam uma bolha social fundamentada em mentiras. Em suma, é inaceitável que em um país que preze pela liberdade de opinião questões como essa ainda ocorram.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Cabe, a imprensa e as redes televisivas, como esferas transmissoras de informação, por meio de debates entre candidatos desmentir informações errôneas. Tais medidas devem ocorrer, principalmente, em períodos próximos  as eleições, com propagandas que esclareçam aos indivíduos o dever de se reconhecer a autenticidade dos comunicados antes de enviá-los . Espera-se, com isso, frear o problema.