Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 07/10/2020
As eleições de 2018 foram o marco da disseminação das fake news no Brasil, já que até então essa pratica se via velada e sem tantas interferências na política. A partir disso, é possível perceber que as redes sociais e as instituições judiciais não trazem estratégias que combatam essa irregularidade, demonstrando assim, serem convenientes com os ocorridos. Além disso, é necessário orientar a classe que não teve muito acesso à informação e aos estudos, sendo essa a que acredita e propaga ainda mais as notícias mentirosas e caluniosas.
Dentre muitos motivos, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Com isso, percebe-se que a propagação de notícias falsas na internet não têm suas devidas represálias, seja através da própria rede social, seja através da justiça brasileira, haja vista que não há leis consistentes que impeçam ou inibam tais atos de violação da integridade do outro.
Outrossim, destaca-se a desinformação como impulsionadora do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a maioria das pessoas que espalham as fake news são aquelas sem muitas instruções e estudos que, de certa forma, ajudam a fazer uma maior disseminação das notícias, generalizando um pensamento errôneo. Dessa maneira, é necessário atingir essa classe com informações assertivas e de confiança.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um país mais integro e justo. Destarte, os deputados devem formular uma lei em que o acusado de produzir as noticias terá que comprimir uma pena de 5 anos de reclusão com uma indenização às vitimas afetadas, podendo ser elas do meio político ou não, e, assim, inibir tais atos caluniosos. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, deve instituir, nas escolas, feiras ou eventos que retratem a tecnologia e as mídias sociais, levando informação para as comunidades e famílias, afim de orientar a população de como agirem em situações de engano generalizado.