Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 16/10/2020
Na obra “alegoria da caverna”, do século IV a.c, o filosofo grego Platão propõe uma metáfora que exemplifica as crenças que limitam o homem de evoluir. Nela, pontua-se o comodismo do homem frente as suas convicções, restringindo sua capacidade de progredir. De maneira análoga, vê-se que o modo em que as redes sociais se faz presente nas discussões politicas no Brasil, é um empeço para a sociedade hodierna e desenvolvimento do país. Nessa lógica cabe reconhecer a manipulação do comportamento dos eleitores através da internet, bem como a influencia negativa das redes sociais a democracia. Assim tais fatores são determinantes para a problemática em questão.
Em uma primeira abordagem, destaca-se a utilização de dados de usuários fornecidos pela internet. A esse respeito, vale referenciar a eleição dos Estados Unidos em 2016, em que o site “BBC News” afirma que informações dos usuários do “Facebook” foram coletadas por um aplicativo chamado “Thisisyourdigitallife”, que traduzido para o português significa “essa é sua vida digital”. Dessa forma, este aplicativo tinha como função um teste de personalidade em que os usuários concordavam em ter seus dados coletados para uso acadêmico, e com essas informações criar um sistema que permitiu predizer e influenciar as escolhas dos eleitores nas urnas. À luz dessa ótica, há visão de que a grande liberdade ao controle de dados da rede influenciou de forma antagônica é nítido ao ver resultados e comportamentos dos eleitores, impedindo assim a evolução de uma democracia eficaz no pais. O que urge mitigação.
Em uma análise mais aprofundada, observa-se a persuasão que as redes sociais têm ao propagar às notícias falsas, as “fake news”. Nesse panorama, cabe salientar o uso de forma incorreta das redes sociais, as mesma que poderiam ser utilizadas para contribuir para uma melhor transparência, debates e uma melhor divulgação, atualmente vem sendo um fator para a poluição dos discursos democráticos através de “fake news”(notícias falsas), anonimato e o uso para denegrir os candidatos. Assim, são urgentes ações que rompam com o quadro vigente.
Depreende-se, portanto, que o homem abandone a caverna usada como metáfora por Platão e explore um novo mundo de possibilidades libertadoras. Dessa forma, o Estado, juntamente com o Ministério da Tecnologia deve criar órgãos que assegurem e punam tentativas ou ações para descobrir informações dos usuários. Ademais o Governo - principal órgão detentor de poder público - em parceria com o Poder Midiático, deve promover campanhas e palestras por meios de recursos tecnológicos, com o intuito de conscientizar a população sobre a importância da autenticidade da informações para a evoluçao da democracia. Com a efetiva prática dessas medidas, esse problema há de ser atenuado.
a persuasão que os sites têm ao propagar às notícias de cunho irreal - as fake news - e entender como isso pode influenciar nas opiniões de uma população