Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 12/10/2020
“Os dilemas das redes”, documentário lançado pelo serviço de streaming Netflix em janeiro de 2020, analisa o papel exercido pelas redes sociais e os danos que elas causam à sociedade. Devido ao acesso global à internet, torna-se um assunto importante a ser tratado, visto o poder de indução que as mídias atuais possuem.
Após a conclusão das eleições de 2018 tornou-se evidente que muitos políticos utilizaram das redes sociais para persuadir os eleitores, através do Facebook, Instagram, Whatsapp, Twitter, etc; principalmente pela proliferação das fake news, baseadas em fatos ou discursos distorcidos, que serviram de base para induzir a opinião pública acerca do candidato, seja favorecendo sua imagem ou afetando a de seu oponente.
Como demonstrado no docudrama da Netflix, a manipulação começa a partir dos dados registrados da pessoa que utiliza tal plataforma; pois o servidor é programado para influenciar a decisão de quem está na frente do computador/celular, apresentando vídeos e imagens que condizem com suas ações (conteúdo que mais curte, comenta e compartilha). A ideia se baseia em uma manipulação emocional, onde o indivíduo não consegue perceber que está sendo controlado psicologicamente por um dispositivo “simples” como um telefone celular.
Da mesma forma em que o uso da internet para manipular dados e pessoas mostra a face ruim de meios de comunicações atuais, pode-se perceber também um engajamento maior da parcela mais jovem da população; que se atualiza o tempo todo das notícias universais, como os grandes desafios da epidemia do Coronavírus no mundo e as dificuldades com que cada país lida com o vírus particularmente.
Assim sendo, cabe aos programadores das redes sociais uma vistoria maior e mais responsável no que diz respeito à manipulação dos dados, com políticas que derrubem fake news. Pois enquanto o impacto financeiro se sobressair sobre o humano, nada irá mudar e os usuários de tais redes permanecerão em estado de inércia e como marionetes.