Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
Na Grécia Antiga, o Ágora ateniense foi o precursor de ideias e opiniões. Além de regar o nosso legado com a democracia, o Ágora disseminou ideais políticos e deu voz para grupos sociais minoritários, garantido assim a participação do povo nos assuntos pertinentes à sociedade. Séculos depois, na era da informação, não ter visibilidade é o mesmo que a morte, como defende o sociólogo polonês Zigmunt Bauman, e para cada cidadão compenetrado em ser ouvido como um ateniense, as redes sociais se tornaram o Ágora moderno.
Em primeira análise, convém ressaltar que as redes tem um potencial extraordinário para promover concepções ideológicas e influir no comportamento humano a partir da apresentação de novos pontos de vista, por isso é imperativo a cautela e honestidade nesse âmbito, posto que através do oportunismo, correntes demagógicas tem a capacidade de conduzir massas a ignorância e ao extremismo.
Para evidenciar esse potencial, o escritor francês Voltaire temia a existência daqueles que disseminam o absurdo, pois segundo ele, tais pessoas podem te fazer cometer atrocidades. Logo, o papel das redes sociais deve ser o de criar espaços cuja opiniões possam ser compartilhadas, ao mesmo tempo em que busca criar um cenário mais democrático e que dê acessibilidade a todos, prezando a honestidade e agir em detrimento com práticas para alavancar determinada corrente e coibir outras.
Portanto, faz-se necessário que tal espaço seja supervisando afim de garantir a democracia. Para isso. incumbe ao congresso criar leis que deem autonomia para o poder jurídico, como a justiça eleitoral, intervir em irregularidades, já que comportamentos frequentes nas redes representam risco para coletividade. Ademais, cabe às intuições educacionais e à família orientar crianças ao uso correto das redes, visando criar um ambiente proeminente para que as redes sociais possam de fato se tornam o Ágora moderno.