Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
Durante a guerra fria, as tecnologias e os meios de comunicação se desenvolveram de maneira acelerada, tornando-se presentes no cotidiano dos indivíduos. Dessa forma, com o crescimento do número de usuários no território brasileiro, a internet se estabeleceu como a principal fonte de informações na atualidade, influenciando, até mesmo, as eleições. Entretanto, as redes sociais podem interferir de maneira negativa nas discussões políticas, uma vez que o governo é inoperante quanto à resolução do entrave relacionado à manipulação de dados e a população compartilha notícias falsas com frequência.
Inicialmente, é primordial ressaltar que os usuários não estão devidamente seguros quando navegam pela internet, visto que existem softwares que manipulam o conteúdo a ser mostrado, criando uma falsa sensação de autocontrole. Esse contexto de ingerência transcende à ficção, como é observada no decorrer do filme ‘‘Uma Noite de Crime’’, cujo enredo retrata um período caótico na sociedade devido à inação estatal, que se assemelha a realidade brasileira no âmbito da segurança virtual. Desse modo, como consequência da ineficiência citada, vislumbra-se a imposição de opiniões políticas para usuários inconscientes, a falta de senso crítico por parte dos eleitores e resultados eleitorais que não condizem com a realidade.
Ademais, a população, inconsciente de da importância para a realidade atual ser revertida, compartilham as chamadas ‘‘fake news’’, isto é, notícias sem veracidade que são postadas com o intuito de prejudicar o adversário político ou, até mesmo, divulgar falsas promessas. Assim, conforme o sociólogo Auguste Comte, seria necessário ‘‘ver para prever, a fim de prover’’, ou seja, a sociedade deveria verificar a fonte das informações para realizar uma previsão correta acerca dos pontos de cada candidato e, dessa maneira, eleger um representante que condiz com as expectativas nacionais. Por conseguinte, caso o povo seguisse tal pensamento, uma realidade mais justa e igualitária seria instaurada, seguindo os ideais democráticos.
Portanto, diante dos argumentos supracitados, a questão do papel das redes sociais na política deve ser resolvida com urgência. Para que isso ocorra, a Secretaria Especial de Comunicação Social deve transmitir por meio da criação de propagandas educativas veiculadas por folhetos chamativos e dinâmicos, a mensagem de que o processo eleitoral é essencial para que os direitos dos cidadãos sejam estabelecidos, e, dessa forma, deve-se agir com responsabilidade nas redes sociais para que não haja violação. Sendo assim, a população, anteriormente alienada, e o governo agirão corretamente em busca do equilíbrio.