Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

Em 2018 o Brasil foi palco de grandes tensões político-partidárias na eleições presidenciais. No entanto, o papel das redes sociais nas discussões políticas têm polarizado as massas, fruto dos algoritmos tecnológicos que selecionam o conteúdo consumível pelo internauta e pela propagação do medo nas candidaturas e boicotes durante as campanhas de cada candidato.

A princípio, é inegável que as mídias sociais teve grande participação na última eleição. Segundo o documentário “o dilema das redes”, os mecanismos tecnológicos, tais como redes sociais, têm contribuído para a alienação dos cidadãos, sujeitando-os aos filtros de informação impostos pelos mesmos. O que colabora para a má informação, influenciando diretamente nos seus padrões de consumo de informação e sua autonomia intelectual.

Também, de acordo o neurocientista André Souza, uma prática muito comum entre os candidatos é o “discurso do medo”, no qual o candidato a presidente instaura o medo através do boicote do concorrente. Tal prática ficou muito evidente após o segundo turno, tendo em vista o desespero que se um candidato vencesse, “o Brasil viraria uma Venezuela” e caso o outro candidato vencesse “o Brasil voltaria a ter uma Ditadura”.

Por fim, para solucionar as tensões presentes nas discussões políticas em meios digitais e acabar com o “discurso do medo”, é dever do Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério de Ciências e Tecnologia, criar medidas punitivas e monitoramento rígido as empresas que utilizem estes algoritmos para desestabilizar a política brasileira. Assim como, punir o “discurso do medo” por meio de redução do tempo de exibição das propagandas eleitorais dos candidatos que o utilizarem.