Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 16/10/2020

O documentário “O dilema das redes sociais” demonstra a influência que as grandes empresas de tecnologia exercem na vida humana. Nesse viés, nota-se o poder da internet em interferir nas discussões políticas, uma vez que as escolhas e os anseios da humanidade são modificadas pelo mundo virtual. Logo, é irrefutável a necessidade de subverter tal situação, tanto promover a manipulação do comportamento humano, quanto por ferir direitos universais.

Em primeiro lugar, é lícito ressaltar que as redes sociais interferem fortemente nas decisões políticas individuais. A exemplo disso, tem-se o caso do analista de sistemas Edward Snowden, o qual revelou que instituições estadunidenses eram responsáveis por espionar e manipular a vida pública e privada de milhões de pessoas no mundo. Nessa perspectiva, essa situação demonstra as possibilidades de alinhar a mentalidade social de acordo com determinada ideologia política, sendo esse um fator determinante em um processo eleitoral. Sendo assim, o mundo virtual é capaz de violar a liberdade humana e promover danos irreparáveis ao mundo em função da manipulação do comportamento humano em prol de certo ideal.

Outrossim, é imperativo pontuar que a internet é meio utilizada para a transgressão de leis humanas universais. A título de ilustração, destaca-se o fenômeno das “Fake News”, as quais são responsáveis por disseminar a mentira e o ódio no ambiente virtual. Esses falsos posicionamentos, quando em um cenário eleitoral, instauram um verdadeiro caos que culmina em violência e na subversão dos valores políticos, os quais impedem a população de usufruir da razão para atuar politicamente. Desse modo, as redes sociais atuam como um potencializador do fanatismo político e permitem a cisão de direitos fundamentais, como a liberdade de expressão.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para subverter tal situação. Para isso, a Justiça Eleitoral deve criar campanhas de combate as “Fake News” nas redes sociais, a fim de coibir a sua disseminação e a sua potencialidade de causar danos à sociedade. Isso pode ser feito por meio da criação de um site para que as pessoas possam discutir em forma de postagens sobre a veracidade das informações que recebem. Ademais, é preciso criar uma comissão, composta por programadores, para trabalhar na identificação de empresas que atuam na manipulação de dados na internet. Dessa forma, será possível, paulatinamente, mitigar a disseminação massiva de mentiras e o controle de informações públicas na internet.