Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 12/10/2020
Nas eleições de 2018 no Brasil, através do Whatsapp, as fake news tomaram conta da campanha eleitoral dos presidenciáveis, favorecendo especialmente, o então presidente Jair Bolsonaro. Dentre as diversas notícias falsas compartilhadas, destacou-se o “kit gay” que, seria supostamente distribuídos à população pelo MEC sob a presidência do opositor de Bolsonaro, o candidato Haddad. Nesse contexto, entra em vigor a análise sobre o crescimento do número de brasileiros acessando a internet e como o principal objetivo desses usuários - que são as redes sociais, afetam diretamente a eleição de candidatos a altos cargos políticos.
A relação existente entre discussões políticas e redes sociais, fez-se ainda mais presente no últimos anos, onde dados recentes da Ipsos e Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), apontam que 70% dos brasileiros obtêm acesso à internet e há ainda uma crescente deste número, quando analisamos o objetivo desta ferramenta que é usada por 90% das pessoas para acessar as redes sociais. As campanhas eleitorais, acompanham e utilizam-se de diversos recursos que promovam seus candidatos e aproximem seus eleitores, a facilidade ao acesso, uma vez que não faz-se necessário a utilização de um computador e a rapidez que as redes de comunicações virtuais fornecem a seus usuários, a torna uma ferramenta aliada dos candidatos políticos.
Através das redes sociais em 2018, os eleitores puderam receber e compartilhar diversas informações acerca de seus políticos e opositores e em muitos casos, as informações recebidas eram compartilhadas sem análise crítica acerca da veracidade das mesmas, o que facilitou para a difamação de alguns candidatos, como no caso da candidata a vice-presidente, Manuela D’Ávila que, durante sua campanha eleitoral sofreu com ataques de mais de 30 fake news, por outro lado, forneceu a promoção de outros, visto que, a campanha de Jair Bolsonaro alcançou êxito através de diversos grupos de Whatsapp criados tanto pela equipe oficial quanto por eleitores, cujo objetivo era espalhar propagandas do candidato, ataques ao partido opositor e muitas fake news.
Logo, as redes sociais, podem ser grandes aliadas durante as campanhas eleitorais, pois através delas é possível que haja uma obtenção espontânea de informações, vindas de qualquer lugar, a qualquer momento, acessada através de qualquer meio seja por um aparelho celular, tablet ou computador, por e para qualquer pessoa, porém é cabível ao usuário que retém tais informações, analisá-las, consultar suas fontes, para que exista, desta forma, apuração dos fatos para então compartilhá-las, assim sendo, é necessário que exista um filtro, entre informação e público, para que a consequência da ausência deste, não acarrete em eleições de cargos políticos de alta relevância.