Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 14/10/2020
A Guerra Fria, iniciada em 1947, foi um período marcado pela disputa econômica e política entre os Estados Unidos e a União Soviética. Nesse sentido, esse momento foi responsável por promover elevados avanços tecnológicos, entre eles, o surgimento da internet, ferramenta indispensável nos dias hodiernos. Todavia, embora o meio virtual apresente resultados eficazes, no que refere-se a anúncios e propagandas, durante as eleições as redes sociais mostraram-se um veículo de enfraquecimento democrático, já que essas tornaram-se palco para divulgação de notícias falsas.
A priori, em 1937, as rádios brasileiras pausaram suas programações para anunciarem o Plano Cohen, o qual dizia que os comunistas iriam desestabilizar a ordem vigente e, então, tomariam o poder. Desse modo, a notícia tomou elevada dimensão, causando pânico na população, sendo necessário a prorrogação das eleições que deveriam ocorrer em 1938. Contudo, tal fato não passou de um golpe por parte de Getúlio Vargas, sendo essa mentira espalhada com o intuito anular as eleições e fazer com que esse permanecesse no poder por mais tempo. Desta forma, embora refira-se a um acontecimento passado, atos semelhantes a esse ainda encontram-se vigentes na sociedade de hoje, porém, nos dias atuais os debates políticos e as notícias inverídicas são propagados por meio das redes sociais e veiculados de maneira mais veloz.
Por conseguinte, durante o período eleitoral do ano de 2018, Manuela D’àvila, candidata a vice-presidente pelo Partido do Trabalhador, teve sua imagem prejudicada devido a propagação de “fake news”. Dessa maneira, a candidata teve uma foto compartilhada em diferentes redes sociais, nas quais essa utilizava uma camiseta com a escrita “Jesus é travesti”. Devido a isso, Manuela foi vítima de mensagens de ódio por parte dos internautas, além de ter sua imagem eleitoral afetada, tudo isso em razão da disseminação de uma imagem alterada nas redes sociais.
Em virtude dos fatos mencionados a respeito do papel das redes sociais nas discussões políticas, fazem-se necessárias medidas para que essa situação seja resolvida. Posto isso, é preciso que Poder Executivo, em parceria com universitários, desenvolvam um aplicativo no qual seja possível identificar e denunciar “fake news”. Dessarte, quando detectado alterações ou invenções, tais notícias devem receber um selo de inveracidade. Assim sendo, a propagação de notícias falsas por meio das redes sociais poderá ser combatida, possibilitando, então, o vigor da democracia.