Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 08/10/2020
A empresa Netflix, produziu um documentário chamado “Privacidade Hackeada”, no qual é exposto os aspectos da manipulação de dados e os impactos negativos para o corpo social, como a ameaça a democracia e privacidade. Nessa perspectiva, é notório que a internet pode ser ruim, contexto que se reflete nas eleições 2018, no triste papel das redes sociais nas discussões políticas. Diante disso, dois tópicos devem ser debatidos: a disseminação de notícias falsas e distribuição de ódio gratuito. Assim, medidas interventivas devem ser aplicadas a fim de tornar o meio virtual menos tóxico.
A priori, o contágio promovido pelas “fake news” é perverso. Nesse sentido, muitos indivíduos - em período eleitoral - criam dados desprovidos de fundamentos para com isso promover um candidato, por conseguinte, a sociedade se engana e passa a apoiar uma pessoa, entretanto, sem saber que foi manipulada e lesada, pois foi vítima de mentiras. Em paralelo a isso, tal fluxo informacional perigoso pode ser comparado aos vírus biológicos, pois eles se disseminam rápido e geram danos à estrutura celular em que penetram, inflamações e febre. De forma análoga, o ato covarde em pauta também se espalha e gera percalços ao corpo social. Esse nefasto panorama é fruto da ação de alguns grupos criminosos que recebem dinheiro de interessados na política, para produzir e difundir conteúdos não verídicos. Dessa maneira, cabe a Polícia Federal investigar políticos suspeitos e punir os infratores associados.
Por outro lado, o ego de alguns cidadãos pode gerar violência desnecessária. Nessa continuidade, a polarização política torna as pessoas menos tolerantes ao debate, em muitos casos os indivíduos não aceitam serem confrontados e, em meio digital, inundam os espaços de insultos e extremismos, além de haver uma clara distância do cordial, justamente pela facilidade que a internet promove por permitir mais facilmente o anonimato. A exemplo de um período semelhante, pós 1945, o mundo passou a se dividir entre capitalistas e comunistas, com discussões pouco honestas, agressões e intolerância: Guerra Fria, situações que não devem se estender para a contemporaneidade. Tal triste cenário atual, é proveniente da falta de empatia e das reflexões elaboradas sobre convivência. Dessa forma, é importante que educação seja acessível para atenuar o quadro em questão.
Em suma, a função das redes sociais pode ser nociva, no tocante a discussões políticas. Por isso, o MEC deve promover palestras em praças públicas, por intermédio de profissionais qualificados -sociólogos, historiadores -, panfletos e questionários engajadores. Em síntese, essas ações têm a finalidade de orientar no tratamento geral com o próximo, menos insultos, além de, tolerância e paciência maiores, com isso os participantes também tornarão o ambiente virtual mais saudável.