Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

Com os avanços da tecnologia, principalmente da Internet, cada vez mais pessoas passam a integrar as redes sociais. Essas redes permitem a interação entre milhares de indivíduos, e, justamente pelo alcance que possuem, são capazes de influenciar a opinião de seus usuários a favor de uma determinada empresa, pessoa pública ou projeto político. Assim, faz-se necessário a inspeção do conteúdo que está sendo veiculado nas redes, para que a democracia possa ser preservada.

Com efeito, uma das principais ameaças à  democracia são as “fake news”. Essas consistem em distribuição deliberada de desinformação ou boatos através de jornais e mídias sociais. Esse forma de imprensa marrom foi amplamente utilizada na eleição presidencial de 2018, e, como mostra o jornal The Intercept, a máquina das notícias falsas continuam a todo vapor. Em agosto desse ano, o jornal apontou que o governo do presidente Jair Bolsonaro entregou mais de R$ 11 milhões ao Google, entre maio de 2019 e julho de 2020, para a  distribuição de propagandas do governo de extrema direita pela internet. Essas propagandas atingirão milhões de pessoas que terão sua visão política manipulada por aqueles que disputam o poder.

Outrossim, na eleição presidencial estadunidense de 2016, a empresa de análise de dados Cambridge Analytica  manipulou dados de 50 milhões de usuários do Facebook para favorecer a campanha de Donald Trump. Visto isso, fica evidente que  os usuários das redes sociais podem ter sua privacidade violada em prol de um projeto político.

Portanto, para que a privacidade dos pessoas e a integridade da política e da democracia sejam asseguradas, faz-se necessário uma supervisão do conteúdo que circula nas redes sociais por parte da administração dessas mídias, e, também, campanhas de conscientização por parte de grandes empresas do meio, como o Facebook, da respeito do perigo das notícias falsas. Assim, observar-se-ia uma população mais crítica, sob menor influência de falsidades, e com maior autonomia de ideias e opiniões.