Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 08/10/2020
Com a revolução tecnocientífico informacional, e a criação do espaço cibernético, advento da globalização, o fluxo de informações e o uso de rede de dados para transmitir informações aumentou exponencialmente, como é o caso de debates e discussões políticas. Todavia, o uso de tal meio de transmissão de dados no que tange a eleições acaba por ser inadequado no contexto brasileiro. Isso se deve ao fato de redes sociais possuírem algoritmos ineficientes para transmitir conteúdo ideológico, além de não ser totalmente acessível.
Antes de mais nada, os critérios para transmissão de informações de aplicativos e sites como Instagram e Facebook são extremamente seletivos conforme o usuário. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, redes sociais são a principais causadoras de “bolhas políticas”, bolhas essas responsáveis por fazer com que o usuário receba posts compatíveis apenas com sua própria opinião. Dessa forma, os internautas acabam desconhecendo argumentos e opiniões alheias, contribuindo para desinformação social.
Outrossim, o sistema político de debates por meio da internet acaba por não ser inclusivo, marginalizando uma grande parcela da sociedade. De acordo com uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 1/4 dos brasileiros não tem acesso à internet, número que é marco de uma barreira social de viés informacional. Sendo assim, informações relacionadas a política partilhadas no meio cibernético se mostram ineficientes, visto que não atinge toda a população.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. É competência do Ministério da Cidadania tornar debates e campanhas políticas acessíveis a toda a parcela social, por meio de publicidades em áreas urbanas e meios televisivos. Dessa forma, a população brasileira estará ciente de todos os candidatos, e suas opiniões, presentes nas eleições, e só então, o poder da escolha prevalecerá frente a ignorância.