Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 09/10/2020
As eleições brasileiras de 2018 foram marcadas pelas transmissões ilegais de notícias falsas em prol de campanhas políticas. Nesse contexto, foram utilizados aplicativos de mensagens para propagar tais notícias, o que dificultou uma supervisão efetiva da Justiça Eleitoral. Portanto, para que problemas como esses não ocorram, é necessário que haja um maior preparo das redes sociais e das autoridades públicas para que as discussões políticas estejam sempre dentro da esfera legal.
De acordo com Steve Jobs - fundador da empresa Apple -, a tecnologia move o mundo. Sob esse viés, tem-se que os meios de comunicação atuais possuem potencial para mudar a ordem mundial. Dessa forma, as pessoas que possuem visibilidade nas redes sociais podem, em última análise, manipular o eleitorado com premissas e notícias falsas. Isso posto, cria-se um ciclo vicioso de perpetuação do poder político nas mãos dos influentes do ponto de vista da fama e do dinheiro.
Além disso, com a ascensão do uso da internet, as campanhas políticas passaram por um marco histórico. Isso porque as eleições não serão mais decididas com horário televisivo e sim por influências dos candidatos nas redes sociais como um todo. Com isso, cabe ao poder público modernizar-se para poder fiscalizar os excessos e as ilegalidades eleitorais nas redes sociais. Então, o Governo terá, nos próximos anos, a tarefa árdua de se modernizar em prol da fiscalização.
Diante desses fatos, medidas são necessárias para tornar o processo eleitoral mais justo e transparente. Para isso, cabe ao Governo Federal, por meio de um decreto-lei, destinar maiores verbas para os órgãos fiscalizadores como o Ministério Público Eleitoral. Essas verbas excedentes poderão ser usadas para melhorar a estrutura de equipamentos para investigações, bem como para a contratação de recursos humanos especializados em ilegalidades na internet. Com essas medidas, o Brasil estará no caminho certo para garantir uma maior justiça no processo eleitoral e nas discussões políticas nas redes sociais.