Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 11/10/2020
Na escola literária barroca, o ser humano era caracterizado por sua dualidade expressa no seu modo de viver e de enxergar o mundo. Assim como era presente na literatura barroca, a sociedade atual se encontra em constante conflito com o dualismo da influencia das redes sociais nas discussões políticas, visto que, o que antes deveria ser responsável pela democratização do acesso a diferentes opiniões e informações, transformou-se em veículo de propagação de falsas notícias promovida para determinados interesses. Dessa forma, é imperceptível a análise da função dos meios de comunicação.
Convém ressaltar, a princípio, que as redes sociais exercem papel importante na propagação de ideais e referências de partidos políticos diferentes. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu real entendimento sobre o mundo. Sob essa lógica, a mídia possui a tarefa de apresentar aos usuários as diversas opiniões e discursões sobre os políticos, por meio de debates e pesquisas realizadas pelos eleitores e partidos. Dessa forma, se as pessoas não tiverem acesso à informação séria e espaço para discursões, sua visão será limitada, o que prejudicará na escolha dos melhores representantes para o Brasil.
Por sua vez, é relevante apontar como a constante divulgação de noticias falsas nas redes sociais, desfavorece os debates sobre política. Segundo Pierre Bourdieu, o que foi criado como instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, os meios de comunicação - que deveriam ter a função de disseminar informações confiáveis que elevem o nível de conhecimento da população - tornam-se um artifício para influenciar os usuários à possíveis conclusões precipitadas de determinado candidato. Dessa forma, percebe-se que o papel das redes sociais de expandir o conhecimento da sociedade não está sendo uma realidade, visto que, de acordo com dados do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as “fake news” se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras e alcançam muito mais pessoas.
Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, a ONU deve realizar uma campanha com os países para incentivá-los a desenvolverem leis que punam as elaborações de notícias falsas nas redes sociais para desestimular a criação delas. Além disso, deve criar portais para denuncias de possíveis “fakes news” e, com base nos dados dos sites acusados, apresente quais os locais são mais seguros para obter pesquisas sérias e verdadeiras. Dessa forma, o número de informações errôneas que prejudicam a democracia sofrerá uma queda e o eleitor conseguirá se informar devidamente e, assim, poderá votar de maneira consciente.