Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 09/10/2020

Hodiernamente, as redes sociais se popularizaram em todo o mundo, conquistando um público de idades e gêneros variados. Dessa forma, tal ferramenta é bastante utilizada para abordar tópicos importantes, como política. Embora atuem de maneira positiva em determinados casos, como na Primavera Árabe — movimento que iniciou-se virtualmente e buscava o fim do totalitarismo no norte africano e no Oriente Médio —, também podem ser utilizadas de forma irresponsável, coagindo o público e espalhando mentiras.

No filme estadunidense ‘‘Jojo Rabbit’’, é exposto o poder que a propaganda detinha sobre os alemães e o quão importante ela foi no processo de alheamento durante a ascensão do Partido Nazista. Analogamente, no Brasil, as redes sociais assumiram tal papel, cujo objetivo é coagir a população e criar a ideia de que há apenas uma posição política correta, direita ou esquerda. Desse modo, assuntos importantes que visam o bem- estar social são esquecidos, dando lugar para brigas virtuais. Portanto, inicia-se a formação de uma sociedade dividida e alienada.

Além disso, outro ponto negativo da relação entre política e redes sociais é a maior facilidade em expor informações sem fundamento. O simples e rápido acesso a diversos conteúdos possibilitou que mais pessoas consumissem notícia, no entanto, na maioria dos casos, não é feita uma seleção do que é absorvido, porém, mesmo assim são aceitos como verídico. Conforme o filósofo Kant, uma pessoa que não questiona as ideias que lhe são apresentadas, tende a ficar no estado de menoridade. Assim, a população brasileira encontra-se nesse estado.

Portanto, nota-se a importância de discutir sobre a influência das redes sociais no ramo político, principalmente nas eleições de 2018, ano em que tal vínculo ganhou força. Dessa forma, faz-se necessário que as escolas abordem, desde o Ensino Fundamental, a importância de procurar a veracidade das informações, além de incentivar a utilização de livros para pesquisas. Ademais, é essencial que o Poder Judiciário, com a recente criação da ‘‘Lei das Fake News’’, fiscalize e cuide para que a mesma seja cumprida pela população e, se necessário, aplique as devidas penalidades para aqueles que a infringirem. Desse modo, é importante investir na discussão desse tópico para que internet e política, juntas, possam render ações positivas, como na Primavera Árabe.