Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 11/10/2020

Na contemporaneidade, vivenciamos um fato que assola a população brasileira - o papel nocivo das redes sociais nas discussões políticas. Tal tema se enquadra como uma problemática, por conta das Fake News disseminadas pelos usuários e o surgimento de grupos organizados por atores políticos que atuam em prol de um governante. Devido a esses fatos, dois problemas fazem-se relevantes: a falta de responsabilidade social por parte da população e dos criadores das plataformas, bem como as mídias sociais sendo uma ameaça à democracia.

Em primeira análise, de acordo com o Jornal “Valor Econômico”, o número de contas de Facebook e Whatsapp mais que dobrou, chegando a 120 milhões de usuários em 2018. Tal fato supracitado se torna um problema pois o controle de informações falsas por parte dos donos e sua equipe, como por exemplo - Mark Zuckerberg, proprietário do Facebook - estão sendo falhas. Isso indica a falta de responsabilidade social, pois cada discurso falso e manipulador registrado na plataforma, afeta diretamente a democracia, tornando a população um alvo de alienação.

Em segunda análise, seguindo a linha de raciocínio, de acordo com a “Folha. Uol”, desde 2010, mais de 48 países faturaram cerca de 1,85 bilhão montando grupos cibernéticos para induzir a opinião pública na política. Vale salientar, baseado no fato acima, que atualmente, a internet se tornou um ninho de Fake News. Já não bastasse ser ruim, a própria população disseminar essas notícias falsas, grupos políticos cometerem tal ato, deveria ser crime. Isso irá resultar em ataques às instituições democráticas, em um processo de desconstrução dos Poderes Constitucionais.

Portanto, urge que o Legislativo, por meio de leis, introduza a obrigatoriedade de responsabilidade social por parte da população nas redes sociais, tendo como intuito tornar crime a criação e divulgação de Fake News, surtindo um efeito de barramento no que tange à alienação em massa da sociedade. Junto a isso, será necessário a fiscalização, por meio do Executivo para com os crimes cibernéticos, tornando a internet um local mais seguro para navegação. Assim, a ameaça a democracia será diminuída, e os grupos organizados para fins políticos serão eliminados.