Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 10/10/2020

De acordo com o romancista irlandês George Bernard, o progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não evoluem. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois, o papel das redes sociais nas discussões políticas carece de mudanças, já que contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto.

Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para a importância da internet nas discussões sobre políticas. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato reflete não só nos escassos investimentos para maior valorização dos profissionais da área de tecnologia e informação (T.I), como também na falta de aplicabilidade estatal em programas associados a fiscalização, propagação de noticias falsas e infraestrutura de base cibernética, medidas essas que combateriam toda interferência de redes sociais no polo político e tornariam o ambiente comunitário mais eufônico.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca do surgimento dos debates políticos nas redes sociais comunicativas, pois, não houve instrução na íntegra, o que torna mais difícil a luta por mudanças. De acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, em sua ‘’Terceira Carta Pedagógica’’, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele, tampouco a sociedade muda. Sob o mesmo ponto de vista do educador, nota-se que, no Brasil, devido à carência na formação de ideias críticas, ações sociais expressivas e uma boa base educacional analítica sobre como filtrar o conhecimento ideal dos debates via web, o país não obtém grandes transformações. Isso justifica toda mazela, incompreensão e despreparo social que permeia a atualidade. Desse modo, uma mudança nos preceitos sociais será importante para resolver o impasse.        Depreende-se, portanto, novas medidas para resolver o protagonismo das redes sociais nas discussões políticas. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos a respeito do uso ideal e assertivo sobre a gama de informações advindas da internet em relação a política, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, destinados ao público, com materiais de apoio gratuito, participação remunerada de profissionais da área tecnológica e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscará o tão sonhado progresso de George B.