Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 10/10/2020

A Revolução Industrial ocorrida primeiramente na Inglaterra, foi responsável pela modernização no século XVIII e se consolidou pelo mundo causando grandes transformações e consequentemente avanços tecnológicos. No entanto, ao pensar sobre essa evolução e sobre a disseminação dessas tecnologias no período histórico correspondente, surgiu a necessidade de um pensamento diferente da mentalidade da época. Desse modo, essas transformações que surgiram na sociedade europeia foi palco para o surgimento de uma ideologia chamada cientificismo que traz como característica o otimismo em relação a tecnologia e a ciência. Mas, será que essas tecnologias são apenas benéficas? Qual seria a relação entre campanhas eleitorais e tecnologia, política e redes sociais?

À medida que as tecnologias tornaram-se mais acessível para as pessoas principalmente os veículos de comunicação, as empresas e os representantes políticos utilizaram-se delas para propagação de notícias para persuadir a massa. Por conseguinte, surgiram formas de governo tendo como base o totalitarismo que consiste em uma sociedade hierarquizada, desaparecendo uma característica importante para a democracia, o indivíduo. Uma forma de governo que caracteriza o totalitarismo foi a ditadura de Hitler, de modo que o defensor político mostrava a população o ideal de arianismo e usava os meios de propagação de notícias para ludibriar as pessoas tornando-a sua principal arma de defesa da campanha eleitoral.

Trazendo essas informações para o século XXI, é notório que defensores de seus partidos políticos utilizam das redes sociais para disseminação de notícias falsas e grande parte dos indivíduos não analisam ou buscam desmistificar algumas ideias incoerentes. Segundo os dados do IBGE de 2006, apenas 13% da população tinham internet em casa ou seja, elas apenas ouviam o que os candidatos falavam. Hoje, cerca de 55% da população tem acesso as redes, são mais de 95 milhões de brasileiros conectados aos mecanismos de comunicação o tempo todo. Portanto, a resposta é simples: antes, o povo apenas ouvia, hoje ele ouve, opina e influencia.

Diante dos fatos citados acima, é necessário uma maior fiscalização no quesito informações falsas por parte dos órgãos do governo como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, criando grupos de combates contra essa notícias visto que, a população é bombardeada com inúmeras informações diariamente e a maioria não tem pensamento crítico desenvolvido para entender que não são verdadeiras. No Congresso Nacional deveria propor medidas como a criminalização da criação e difusão desses conteúdos e a obrigação das plataformas de retirar as noticias falsas sob pena de aplicação de multas pesadas, com a finalidade de tornar as redes uma forma de comunicação confiavél.