Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 11/10/2020

A democracia é um dos principais legados deixados pelos gregos, sendo o princípio de participação pública nos assuntos políticos um valor essencial para a boa articulação desse processo. Diante disso, o desenvolvimento de novas tecnologias, como a internet e as redes sociais, facilitou o acesso dos eleitores às discussões políticas, aproximando-os das questões nacionais. Contudo, o mau uso desses recursos constitui em um risco ao exercício democrático, visto que a amplitude desse novo palco político  possibilita a manipulação de informações e usuários.

Em primeiro plano, é válido analisar o potencial das redes sociais de discutir e analisar questões de interesse nacional de forma acessível para todos os cidadãos. A exemplo disso, as Manifestações de 2013 ficaram marcadas como um movimento que surgiu de levantes virtuais e tomou  grandes dimensões na política brasileira. Dessa forma, a internet permite que a população tome consciência do que está acontecendo ao seu redor e reúna forças para lutar contra os mecanismo que impedem o país de progredir.

Todavia, a dimensão do ambiente virtual e a sua influência sobre os usuários é de extremo perigo para um julgamento transparente dos fatos. Nesse sentido, a veiculação de notícias falsas e manchetes sensacionalistas impede ao eleitor o pleno exercício da cidadania que, para Thomas Marshall, é o conjunto de direitos políticos, civis e sociais. Logo, as garantias políticas são violadas quando a capacidade de participação nas decisões do país é limitada pela influência das fake news, as civis quando a liberdade individual é manipulada pela internet e as sociais quando maus candidatos são eleitos, colocando em risco as condições básicas necessárias a qualidade de vida satisfatória.

Dado o exposto, é mister bloquear os efeitos negativos das redes sociais no plano político. Cabe, portanto, ao Governo, por meio de uma plataforma especializada em fake news, construir uma portaria de averiguação de notícias, a qual o indivíduo poderia mandar o conteúdo recebido e descobrir se o ele é verídico ou não. Tal ação teria como objetivo impedir que o julgamento população fosse influenciado, de forma que a internet tornasse a ser aliada no processo democrático e de consolidação da cidadania.