Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 11/10/2020

A evolução tecnológica proporcionou mudanças globais no cotidiano de nações. Antes aparelhos como rádios conectavam comunidades de forma local, com o advento da internet e os aparelhos celulares gerou-se uma conexão global, podendo-se saber de acontecimentos e notícias com simultaneidade. Contudo, o mau uso da internet e seus artifícios, ligados com a circulação de informação, podem ser nocivos à democracia e legitimar governos corruptos.

Nas eleições brasileiras à presidência de 2018, o partido de direita — atual governo — bombardeou as redes sociais com notícias fraudulentas a respeito do partido adversário e assim assegurou sua eleição. Todavia, não é a primeira vez que o Brasil presencia esse tipo de engodo, em 1937, o chefe do estado maior do exército brasileiro anuncia, através de um programa radiofônico, a descoberta de um plano de revolução judaico-comunista, o qual tinha finalidade a retirada do presidente Getúlio Vargas do poder. Hoje, reconhecemos historicamente que esse plano era falso e uma artimanha política para validar o governo de vargas, e foi possível mediante a manipulação dos meios de comunicação.

A Escola de Frankfurt, formada por pensadores como Max Horkheimer e Theodor Adorno, acreditava que o consumo de informações como entretenimento através dos meios de comunicação em massa eram danosos para a formação de uma sociedade crítica. Através dessa linha de pensamento, podemos, também, encontrar referências na cultura popular, como no filme “Matrix”, no qual o protagonista vive em um futuro distópico e luta contra uma instituição de máquinas que criavam uma falsa realidade e utilizavam desse artifício para formar uma sociedade passiva e alienada. Dessa forma, compreende-se que o filme trata da mesma crítica mediante a manipulação dos canais de massa, entretanto com uma visão mais atual, e mostra os malefícios para com a democracia que essa prática produz.

Destarte é necessário ações interventoras para que não acabemos reproduzindo um futuro igual ao filme. Portanto, urge a imprensa e ao grandes veículos de mídia criar campanhas digitais, por meio das redes sociais, com objetivo de alertar os internautas das proporções criadas pelas falsas notícias. Assim dando gênese a um meio com notícias de qualidade e zelando pela democracia.