Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 12/10/2020
A onda revolucionária conhecida como “Primavera Árabe” notabilizou-se pelo uso das mídias sociais para comunicar, organizar e sensibilizar a população para o risco iminente de censura por parte do Estados Árabes. Sem dúvida, às redes sociais tem papel fundamental nas discursões políticas do país; por outro lado, a sua utilização minimiza a expressão da opinião individual, prevalecendo a do grupo. Portanto, é essencial a manutenção do sistema democrático na era digital.
Em primeiro lugar, é preciso entender que o papel das comunicações virtuais é para ampliar as discursões políticas e favorecer um ambiente para o contínuo debate. De acordo com Aristóteles, o homem é um ser político. Dessa maneira, para Aristóteles, todos os indivíduos são capazes de argumentar e expressar suas opiniões em um ambiente político, bem como participar ativamente da construção do debate. Assim, as redes sociais, como facebook e twitter, tem a missão de promover a participação da maioria e ampliar as discursões políticas, uma vez que 70% da população brasileira tem acesso a internet segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE).
Outrossim, embora seja de suma importância na ampliação do debate, as redes sociais impõem uma forma de pensar e tudo aquilo que foge ao padrão tende a ter menos aceitação e ,posteriormente, consequências como o cancelamento virtual. Por isso, os indivíduos acabam por aceitar a opinião da maioria, deixando sua autonomia e modo pensar. Com isso, o psicanalista Freud, em sua obra “Psicologia das Massas e Análise do Eu”, afirma que o indivíduo, quando em grupo, não age da mesma maneira como faria individualmente. Para Freud, os indivíduos são manipulados pela massa no intuito da própria aceitação virtual deixando de expressar sua capacidade de raciocínio e análise política em virtude da maioria.
Em suma, não há dúvidas de que é necessário manter o estado democrático nas redes sociais. Dessa forma, o Ministério da Educação deve fomentar nas escolas de educação básica, por meio de emendas as leis e diretrizes da educação nacional, a discursão em pequenos grupos, alinhados com as disciplinas de filosofia, sociologia e história, sobre a conjuntura política do país, seus efeitos na vida do cidadão, para que eles saibam sua importância, a fim de desenvolver um pensamento crítico na sociedade e não ter sua opinião menosprezada nas redes sociais. E, só assim, poder-se-á viver a democracia virtual.