Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

Durante o governo de Getúlio Vargas, foi criado o programa  “A Voz do Brasil” na rádio, que tinha como principal objetivo a divulgação de boas ações governamentais, induzindo a população a votar novamente em Getúlio nas próximas eleições. Atualmente, o Brasil possui horários políticos, mas a maioria das campanhas são feitas em redes sociais e faz com que as pessoas passem a discutir política de maneira errada e sem controle na internet.

É lícito referenciar o sociólogo  Durkheim, que enfatiza a ideia do Fato Social, que consiste na premissa de que a sociedade tem influência sobre os indivíduos em sua forma de pensar e agir. Seguindo esse pensamento, quando o candidato divulga suas ideias na internet, as pessoas sentem-se no livre direito de expor suas opiniões, mas o problema é quando o leitor não sabe interpretar a opinião e acaba sendo alienado pelos pensamentos das outras pessoas.

Por conseguinte, é notório como as grandes redes sociais procuram conscientizar a população dos perigos. Em um documentário da Netflix “Privacidade Hackeada” é apresentado como as pessoas vivem expostas a ideias que ameaçam a democracia, pois elas sempre procuram estarem certas na internet sem priorizarem o bem comum. Com isso, as pessoas são alienadas com falsos pontos de vista para satisfazerem a si próprias.

Portanto, medidas são necessárias para auxiliar a discussão sobre política de maneira correta. Cabe ao Ministério da Educação, promover à população de jovens e adolescentes que estão começando a votar, aulas de informática junto com palestras, para auxiliar no uso de redes sociais, a fim de conseguirem opiniões próprias, não se deixando levar pela maioria. Somente assim as pessoas vão poder discutir de forma válida e de maneira coerente.