Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 13/10/2020

A partir da segunda metade do século XX, a terceira revolução industrial impulsionou o fenômeno da globalização e o seus principais objetivos, que é a integração da sociedade e a aproximação das pessoas por meio da internet. Entretanto, a evolução tecnológica e o surgimento das redes sociais propiciaram a segurança  da comunicação em massa e em contrapartida, desestabilizaram discussões políticas. Bem como, influenciaram decisões importantes e atuaram como fator de determinação da realidade. Logo, torna-se necessário discutir a ética social e os efeitos que esse tipo de comunicação resulta nas decisões eleitorais.

Segundo dados do Facebook, mais de 120 milhões de pessoas estão conectadas desde 2014, e o alcance é ainda maior se comparado com o ano de 2018, em que mais de 200 milhões utilizaram as redes sociais todos os dias. Além disso, é importante salientar que a quantidade de curtidas e compartilhamentos de dados pode impactar em decisões políticas, visto que quanto maior o alcance de uma postagem, maior a chance de atingir nichos diferentes e influenciar decisões de escolha. Da mesma forma, quanto mais informações disponíveis, maior a probabilidade de encontrar notícias falsas ou boatos, já que a rapidez da disseminação pode comprometer a veracidade do ocorrido, conforme publicado pelo jornal Valor Econômico.

De acordo com Guy Debord, em seu livro " A sociedade do espetáculo", a mídia tem o poder de determinar a realidade de acordo com os seus moldes ideológicos. Para o escritor, a imprensa publica o que estiver dentro da sua bolha social, ou seja, pode publicar manchetes e notícias alteradas para atingir o público-alvo desejado, fenômeno este, denominado “Dominação Midiática”. Destaca-se, portanto, as eleições de 2018, em que as redes sociais estavam inundadas de Fake News( Notícias falsas) e alteraram o resultado da eleição para a presidência do Brasil. Jair Bolsonaro foi eleito quebrando todas as expectativas e pesquisas até então divulgadas, pelo simples fato de disseminar informações equivocadas sobre os seus concorrentes e sobre a sua própria campanha.

Diante disso, fica evidente que as redes sociais assumem um papel de alterar a informação e determinar a realidade do cenário político. Logo, cabe aos chefes administrativos das empresas privadas de comunicação, adotarem uma postura crítica e revisionista para diminuir a veiculação de notícias falsas e/ou inapropriadas. Com isso, é necessário revisar os algoritmos para combater as Fake News, investir capital para financiar a segurança digital, ou seja, tirar do ar as publicações irregulares de acordo com a veracidade e criar mecanismos para alertar as pessoas sobre os equívocos. Somente com a ética social e a segurança digital será possível ter uma eleição justa e limpa em 2022.