Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 16/10/2020
O filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman ao tratar das redes sociais na modernidade, afirma que: “As redes são muito úteis, mas são armadilhas”. Desse modo, ao analisar sua citação, denota-se que as características expostas refletem o papel das mídias sociais nas discussões políticas, uma vez que essas são meios de apresentar informações e projetos durante o período eleitoral, mas que, infelizmente, acabam tornando-se local de manipulação opinativa através das “fake news”.
À priori, vivendo na hodierna era digital, é notório o aumento do uso da internet, especificamente das redes sociais, nas quais são vistas e compartilhadas milhões de ideias diariamente. Nesse sentido, durante períodos eleitorais, os candidatos políticos usufruem das mídias para promover sua campanha, apresentando, de maneira tecnológica à sociedade, propostas de governo, denúncias de más gestões, além da exposição de opiniões públicas, assim possibilitado um debate. Tudo isso induzindo ao apoio de sua campanha e princípios.
Ademais, durante as eleições 2018, o eleito presidente Jair Bolsonaro utilizou do Twitter e lives no Instagram para ter um contato mais próximo com ‘‘o povo’’, mas também, usufruiu do mecanismo das “fake news” para o engajamento de sua candidatura, assim exemplificando o fato da manipulação de opiniões através dos dados não verídicos. Nesse contexto, infere-se o perigo das atuais notícias falsas compartilhadas diariamente na internet, sendo capaz de influenciar a opinião pública, alienando o pensamento democrático popular.
Portanto, denota-se a autenticidade do pensamento de Bauman, uma vez que as redes sociais nas discussões políticas são palcos de exposições informativas, mas também de “fake news” durante períodos eleitorais. Logo, torna-se necessária a criação de campanhas virtuais pela população, através de páginas que informem sobre o risco das notícias falsas e que procurem incentivar os usuários a buscar sobre as fontes, visto a facilidade de propagação de dados na internet. Assim, espera-se o combate ao compartilhamento de notícias que influenciam os pensamentos dos eleitores.