Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 13/10/2020

As discussões políticas que antes permeavam o espaço da Ágora, na Grécia Antiga, foram substituídos pela gama maçante de aplicativos de comunicação desse século. Atualmente, os palcos de debate sobre a democracia são as redes sociais, que integram diversos conteúdos, opiniões e informações. A realidade do agora é pautada por entre laços envolvendo mais do que o profissional no âmbito político. Assim, as problemáticas como: a disseminação de notícias falsas e a manipulação popular, perseveram.

Paralelamente ao exposto de Bauman, sociólogo, em “O mal estar da Pós Modernidade”. A sociedade contemporânea concentra esforços na divulgação de notícias, não importando sua veracidade. Logo, a junção das Fake News, com o alto poder de propagação dessas mídias, culminam na dissolução da verdade, e espalham ignorância em poucos segundos de acesso, gerando total desinformação, que continuaram um ciclo de compartilhamento.

Em virtude dos constantes bombardeios de publicações incoerentes, a comunidade se enquadra em situação vulnerável, sendo facilmente enganada. Conforme o Fato Social, de Émile Durkheim, são os instrumentos sociais e culturais que determinam a forma de agir e pensar do indivíduo. Por analogia, é evidente que os detentores de poder, ou qualquer possível beneficiado, utilizem as redes como ferramentas de controle e domínio.

Portanto, é necessário ações que resguardem a sociedade brasileira dessa constante fragilidade. Por meio da elaboração de leis, que induzam essas redes a fiscalizarem regularmente os assuntos em circulação. Bem como, campanhas que exprimam a importância da divulgação consciente de dados. Atos promovidos pelo Poder Legislativo e o Ministério das Comunicações, órgãos competentes. A fim de que os usuários de tais mídias, transitem por elas com mais segurança.