Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 13/10/2020

Na série “Black Mirror”, é apresentado em um episódio o quão importante é a imagem das pessoas nas redes sociais e a influência que as mesmas causam, além de não mostrar necessariamente a verdade em relação ao indivíduo que está compartilhando a informação ou a imagem. Não é novidade que isso também aconteça no mundo fora das telas, principalmente quando se trata de interferência e manipulação de dados e de informações, como por exemplo, as tão famosas  “fake news”. Desse modo, é necessário analisar a influência das redes sociais nas discussões políticas, não só pela manipulação dos eleitores por meio da internet, mas também pela falta de recursos para o acesso da mesma, por parte de ouros.

Em primeira análise,  é evidente que há a manipulação de dados dos eleitores e dos eleitores em si por meio das redes sociais, e por meio das “fake news”. Isso acontece, muitas vezes, pela falta de controle da rede social em relação ao conteúdo publicado pelos usuários, isso acaba permitindo propagandas políticas referentes preferencialmente a um determinado lado das eleições, ou até informações enganosas, que acabam sendo absorvidas e compartilhadas por outras pessoas que não foram prevenidas e notificadas das “fake news”.

O segundo ponto é a falta de recurso que algumas famílias tem para o acesso à internet. Querendo ou não, a maior parte das informações em pelas redes sociais, tanto em forma de propaganda tanto em forma de conversas e discussões com amigos e parentes. Quem não tem essa facilidade tecnológica disponível para todos os momentos, acaba aceitando a primeira opinião, informação ou até mesmo “negociação” sobre seu voto nas eleições, podendo, sim, ser atingido pelas informações falsas não pelas redes sociais mas diretamente de uma pessoa com más intenções.

Dessa forma, faz-se significativo o controle dos conteúdos publicados nas redes sociais, e evitar que a mesma exerça uma opinião política influenciando seus usuários. O Ministério da Educação teria um bom papel mantendo a população informada sobre o que são as “fake news” e como ocorrem, mas não apenas a população que vota, mas também nas escolas, informando as crianças desde já a como desviar-se disso. A desigualdade no Brasil, infelizmente, é presente em todas as regiões e há pessoas que não têm o acesso a internet ou não sabem como usá-la, por isso, continuar informando sobre candidatos nas ruas e suas propostas através de cartazes, panfletos e discursos é importantíssimo para evitar a compra de votos e a manipulação das pessoas que não recebem tanta informação. Dessa maneira, é possível se adaptar ao mundo tecnológico atual sem entorpecer notícias, opiniões ou até mesmo dados.