Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
Comportamento de manada, na biologia tal definição é caracterizada por um conjunto de animais que se unem para se proteger, ou fugir de um predador. Nesse contexto, embora o papel das redes sociais seja fundamental nas discussões políticas, nas eleições 2018 a dificuldade na identificação daqueles que promoveram comentários de carácter tendencioso, e a facilidade de manipulação na divulgação de falsas notícias vinculadas a tais discussões. Assim, contribuiu para o efeito de manada entre os usuários que se uniram na realização das ações citadas.
A priori, é válido ressaltar que a dificuldade na identificação dos internautas que compartilharam comentários e publicações tendenciosas, consequentemente exerceram influência significativa durante o período eleitoral. Nessa lógica, segundo Emile Durkheim, a linguagem é articulada de modo a exercer costumes ou fatos sociais que levam a coerção dos indivíduos, moldando o comportamento dos usuários nas redes sociais. Dessa forma, dificultando a verificação dos responsáveis.
Além disso, a facilidade de manipulação na divulgação de falsas noticias, também foi uma realidade presente nas discussões parlamentares. Desse modo, de acordo com Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista “Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”. Com isso, é possível refletir sobre o papel negativo que as falsas notícias reverberam sobre a tomada de decisões políticas da sociedade.
Torna-se evidente, portanto, que é indispensável se repensar o papel das redes sociais nas discussões políticas. Logo, é fundamental que o Ministério Público Federal junto aos presidentes das redes sociais, invista em um software capaz de bloquear e identificar os usuários que promovem comentários tendenciosos aplicando multas, para que assim essa realidade seja banida do meio digital. Ademais, é necessário que as próprias redes sociais alertem sobre a importância do público verificar se a notícia é realmente verdadeira antes de compartilhar e facilitar a manipulação coletiva.