Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 13/10/2020
As redes sociais são hoje, o principal meio de interação entre as pessoas, pois, além de encurtar distâncias permite novos relacionamentos, compartilhamento de ações e opiniões. Elas podem ser utilizadas para diversas ações como divulgação de trabalhos, projetos, informações e até mesmo na política, que em especial auxiliam na divulgação de projetos e intenções do candidato, informando de forma massiva os eleitores conectados. Desse modo, surge a questão do papel das redes sócias nas eleições, pois entraves como a manipulação de resultados e a falta de educação digital impedem que a democracia seja exercida coerentemente.
Deve-se pontuar, de início, que a manipulação de dados se configura como um grave empecilho no que diz respeito a junção entre redes sociais e política. Em 2018, a empresa de análise de dados “Cambridge Analytica” coletava dados de usuários do “Facebook” e com essas informações prediziam e influenciaram milhões de eleitores estadunidenses nas eleições de 2018, ato esse que favoreceu a eleição do presidente Donald Trump. Dessa forma, nota-se que através das redes sociais, a aplicação do processo democrático de eleição pode ser facilmente adulterada e influenciada.
Além disso, a falta de educação digital é uma barreira na resolução dessa problemática. Segundo o filósofo Friedrich Nietzsche, “Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”. Analisando a utilização de “instrumentos” como referência na frase, as “Fake News” utilizadas no processo eleitoral corroboram o pensamento do filósofo, pois essas influenciam e confundem eleitores desinformados que não conseguem identificar elementos presentes em uma notícia falsa, e com agindo como “intrumentos” disseminam essas informações podendo assim prejudicar pessoas com opinião formada no assunto.
Urge, portando que é imprescindível a mitigação dos entraves para relação entre redes sociais e política. Para que isso ocorra, as empresas que comandam as redes sociais de maior destaque como “Facebook”, “Instagram”, “Whatsapp” e “Twitter” devem realizam alterações em suas normas de proteção de dados de usuários, por meio de criptografias de informações e ações de seus clientes nas redes, com o objetivo de evitar que empresas tenham acesso aos dados e violem a privacidade dos usuários. Ademais, o Ministério da Educação deve preparar um plano de educação digital nacional, envolvendo escolas públicas e privadas, com o objetivo de ensinar os jovens a identificar notícias falsas, além disso, com o apoio da Mídia alcançar aqueles que não frequentam as escolas também, a fim de que com essas ações a disseminação dessas notícias falsas sejam erradicadas e que não afete o processo eleitoral.