Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 13/10/2020
O recente documentário “O dilema das redes” expõe, de maneira clara e acessível, os perigos do uso excessivo das redes sociais, dentre eles, pode-se apontar a influência negativa delas sobre as discussões políticas, tornando-as mais polarizadas, e suscetíveis às “fake news” (notícias falsas), representando um problema a democracia brasileira.
É notório que número de brasileiros com acesso a internet vem crescendo a cada dia, segundo pesquisa da Ipsos estima-se que 70% da população tenha acesso a internet, sendo que a maioria a utiliza para acessar as redes sociais, sendo assim, o controle, por certos grupos, sobre tais redes significa enorme poder político. Deste modo, agentes políticos utilizam-se de diversos artificies para influenciar opiniões, desde a propagação de notícias falsas até a criação de perfis robotizados para dar relevância à publicações, tornando a internet um ambiente tóxico devido à polarização e intolerância.
É necessário apontar que, apesar da democracia ser uma das maiores conquistas da humanidade, ao analisar a história, percebe-se que está sempre sujeita a diversas ameaças. Na Grécia Clássica, por exemplo, os demagogos, utilizando discursos lapidados, manipulavam a opinião pública - um dos motivos pelo qual o filósofo Platão desconfiava da Democracia - já na República Velha, os eleitores eram obrigados, pela ameaça física, a votar de acordo com a vontade dos coronéis, visto que o voto era aberto. Atualmente, observa-se que a internet está assumindo essa posição, devido ao controle das massas, pelos artificies já abordados.
Portanto, em virtude dos argumentos citados, é necessário que atitudes sejam tomadas. Deste modo, as escolas, por meio de aulas de filosofia, devem estimular os alunos a desenvolverem senso crítico, para que desconfiem de notícias descabidas e não as repassem adiante, juntamente do Poder Legislativo, que deve elaborar leis mais rígidas para o regulamento da internet, assegurando assim uma democracia legítima, para as futuras gerações.