Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
Na obra ``A República´´, do escritor grego Platão, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de incultos. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que as discussões políticas nas redes sociais apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização de uma pólis ideal para Platão. Esse panorama desvantajoso é fruto tanto do radicalismo político quanto das fake news. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade do século XXl.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o avanço de corruptos na política deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador empirista John Locke, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, a falta de atuação das autoridades na questão do radicalismo político, faz com que eleitores virem verdadeiros ``torcedores´´, o que prejudica a democracia e pessoas com opiniões diferentes, pois eles interferem de maneira agressiva sobre os debates políticos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar as fake news como promotor do problema. De acordo com pesquisas de Harvad, nos Estados Unidos, os jovens podem decidir os rumos de uma candidatura, por meio de propagandas nas redes sociais que elevam drasticamente o nome de qualquer candidato a qualquer cargo político. Em relação a esse pressuposto, as notícias falsas tem o poder de promover a imagem de pessoas com má intensão governamental. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que as fake news contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o avanço de corruptos na política, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido em publicar ao máximo notícias sobre a ficha dos candidatos e suas respectivas relevâncias, e promover debates em rede aberta e meio digital, por meio do Ministério de Comunicações e emissoras televisivas, para que o cidadão tenha toda a informação necessária de todos os candidatos nas eleições, e que saiba para quem vai seu voto. Logo, atenuar-se-á, em longo prazo, os impactos nocivos da corrupção e discussões desvantajosas, e a coletividade alcançará a harmonia do livro de Platão.