Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 13/10/2020

O mundo está online, globalizado. Toda a sociedade vive na era da informação rápida, com apenas um “click” já se sabe de tudo o que está acontecendo no mundo, em tempo rápido e real. Essa é uma grande comodidade da contemporaneidade, comodidade essa que se propagou na vida dos sujeitos, talvez, descontroladamente, principalmente como é o caso das redes sociais, as quais manifestam discursos e propagações ideológicas que entram em embate no campo social e influenciam a questão eleitoral em todo o mundo.

As redes sociais são ferramentas que influenciam em vários segmentos e contribuem para a construção ou desconstrução de imagens e disseminação de ideias. Por esse motivo, essa ferramenta se tornou um grande aliado no âmbito eleitoral, sendo observável em países como Brasil e Estados Unidos da América que tiveram majoritariamente o resultado de suas eleições submetidos à influência das redes sociais

.      Essa onda político-cibernética pode ser claramente observada no filme polonês lançado em 2020 chamado “Rede de Ódio”, no qual o protagonista tenta comandar a internet incitando o ódio e a violência em campanhas, eleitorais ou não, manipulando as opiniões públicas e destruindo as reputações com o uso das redes sociais. Esse filme se mostra muito atual, não somente por ser de 2020, mas por retratar todo o embate político existente nos dias atuais, além de alertar para os riscos das fake news.

Por fim, em vista aos fatos mencionados, as redes sociais ameaçam a democracia e a liberdade de expressão a partir do momento que utilizam ofensas e fake news para atacarem alguém. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação implementar a disciplina de Filosofia Política na Base Nacional Curricular, a fim de desenvolver nos jovens uma reflexão mais crítica e aprofundada sobre o âmbito político e eleitoral, impedindo a subversão das pessoas com o bombardeamento das fake news nas redes sociais. Além de mais emissoras dos canais abertos de televisão continuaram com os comerciais sobre “o que é fato e o que é fake” e expandir esse projeto. Dessa forma, é possível caminhar para a “ordem e progresso” tão estampada na bandeira.