Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 14/10/2020

Desde o começo do século XX,no Brasil, é possível perceber o controle existente sobre o voto eleitoral. Uma vez que o “voto de cabresto”(voto  aberto e supervisionado por homens armados) foi amplamente utilizado por oligarquias cafeeiras , a fim de se perpetuarem no poder. Analogamente ao que acontece atualmente, no século XXI, no qual as Redes Sociais ditam quem será ou não eleito, o que demonstra um grande retrocesso para a Democracia e a Liberdade de Pensamento.

Em primeiro plano, nota-se que os aplicativos de conversa estão sendo utilizados como instrumento de manipulação dos resultados eleitorais, visto que a população tem como critério de voto aquilo que sabe sobre determinado candidato. Nesse sentido , segundo o escritor Albert Camus , é preciso ter em mente que: " A política é feita por homens sem ideais e sem grandeza " ,e , por isso, não teriam dificuldade em disseminar notícias falsas sobre seus oponentes.

Além disso , após  25 anos de Ditadura , ainda com feridas que não foram cicatrizadas , o País vive um grande atraso em sua recente redemocratização. Por consequência  da manipulação do livre pensamento , que fez enorme falta entre os anos de 1964 e 1985. Dessa forma , à medida que a tecnologia avança , as formas de domínio sobre o cidadão se refina , logo , a liberdade de escolha é posta em pauta.

Portando , em virtude disso, é necessária a manutenção da  avaliação sobre o que está sendo compartilhado pelas pessoas , sem que a censura aja. Por conseguinte , mudanças na Constituição Cidadã , de 1989, se fazem indispensáveis para a adaptação das leis aos crimes cibernéticos atuais , por  meio do poder executivo juntamente com o Congresso Nacional ( Câmara dos Deputados e Senado) , de forma que esses crimes não passem impunes por falta de base jurídica , o que traria grandes benefícios para a sociedade como um todo.