Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 13/10/2020
De acordo com Aristóteles, “a base da sociedade é a justiça”. Não obstante, as recorrentes manipulações cometidas através das redes sociais, as quais advém de fins políticos se revela como uma injustiça, haja vista que diversos desses atos são realizados por meio de publicações ou notícias falsas, e isso desestrutura a base da sociedade. Com isso, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da má influência midiática e do legado histórico do brasileiro.
Em primeira análise, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução a divergente participação da mídia. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. No entanto, a mídia, em vez de aumentar o nível de informação da população, auxilia no problema, uma vez que, cada vez mais, é disseminada pelas redes sociais novos métodos de manipulações. Nesse contexto, segundo dados da Folha Samantha Brown, essas ferramentas têm influenciado corriqueiramente o modo de pensar e agir dos indivíduos, haja vista que, a população, em sua maioria, lê as notícias, principalmente, as sobre políticas de maneira superficiais, sem buscar as “entre linhas”. Assim, erroneamente, cria-se uma alienação nas pessoas no que concerne a ser um subordinado de “fake news”, e facilita que entes próximos a essas pessoas se tornem também “fáceis alvos” a serem persuadidos, de modo que tomem decisões equivocadas, no que tange, por exemplo, a política de um país.
Outrossim, a história do Brasil ainda é um grave entrave para a resolução do problema. Consoante a Claude Lévi-Strauss, só é possível compreender uma sociedade contemporânea estudando o seu passado. Com essa ótica, faz-se importante romper com as raízes do passado, pois desde a república velha no Brasil, o coronelismo “manipulava” a população sem terras, seja oferendo alimentos seja ameaçando-as de morte. De maneira análoga, no mundo hodierno, se vê essas “manipulações” por meio das redes sociais, o que de maneira equivocada ratifica a cultura do passado, e alicerça esse problema, cada vez mais, e torna a eliminação dessa questão uma utopia.
Portanto, para eliminar essa cultura da manipulação, faz-se peremptório que o Ministério da Educação, órgão que regula a educação em âmbito nacional, através do Programa Nacional do Livro Didático, deve atualizar os livros de história, de maneira que relacionem o problema da cultura do coronelismo as gerações das redes sociais. Desse modo, objetiva-se que a população atual perceba que essa cultura ainda se vê recorrente, e tentem elimina-las, a priori, pela noção da veracidade nas notícias que chegam até os internautas, destarte a justiça que dialogava Aristóteles concretize-se.