Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 14/10/2020
O peso das notícias falsas na despolarização
O Brasil tem uma história política muito conturbada, incluindo uma democracia jovem e mal estruturada, que com a escassez de educação e incentivo ao debate político consistente em: pesquisa e embasamento teórico, isso só piora. Nas eleições de 2018 vimos isso claramente, ao visualizar uma massa que se deixou levar facilmente por discursos baseados em senso comum e em notícias falsas disseminadas pelas mídias sociais que a cada vez mais vem fazendo parte do cotidiano das pessoas.
Quando tratamos de uma democracia frágil como a brasileira, é imprescindível que façamos uma crítica ao processo de despolitização em nosso país, que consiste em desvalorizar as ciências humanas e sociais que juntamente com o interesse de um sistema que não faz questão de criar pesquisadores com pensamento crítico, isso colabora diretamente com a facilidade de se disseminar notícias falsas através das redes sociais.
Segundo estudos de Oxford, nos últimos anos foram injetados milhões em propagação de “fake news”, isso comprova o quão perigoso isto é para um cenário políti que faz com que haja uma despolarização na discussão, isso impacta diretamente na nossa democracia que passa a ter a ótica de um só extremo, que é daquela que contém o maior capital e não tem um compromisso verdadeiro com a população, já que usa de mentiras para se promover e enganar as pessoas e, infelizmente, tem sucesso com isso.
Em contrapartida, as mídia sociais podem promover muita mobilização e informação para aqueles que saibam usá-las, mas para que isso aconteça, é necessário que hajam mudanças em diversas esferas sociais, principalmente educacional, que precisa se comprometer em ensinar a população a usar essas ferramentas que estão a cada dia mais incluídas e expandidas na vida de todos.
Sendo assim, medidas de segurança que visam acabar com a disseminação dessas falácias que só prejudicam o debate, são essenciais. Os representantes dessas empresas midiáticas precisam se pronunciar e serem obrigados a tomares medidas para a segurança das informações que seus usuários recebem, além da necessidade de políticas públicas que visam ensinar e orientar a população para que possam usufruir disso de uma forma benéfica e polarizada, fora a implantação de leis que garantam que tudo isso seja cumprido.