Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 14/10/2020

No contexto da Antiguidade Clássica, os atenienses organizavam a cidade-estado grega com a Democracia. Assim, os indivíduos que eram considerados cidadãos portavam da liberdade de expressão. Desse modo, as convicções retratadas na Ágora eram dispostas na cidade. Similarmente ao passado, atualmente com as transformações de um mundo globalizado, as relações políticas são inseridas no âmbito da internet, facilitando a comunicação dos eleitores e as discussões políticas. Entretanto, a conjuntura desta mídia apresenta problemáticas como notícias falsas e a omissão de inúmeros indivíduos carentes, uma vez que eles não apresentam renda para dispor deste meio social.

Primeiramente, deve-se ressaltar o fácil acesso às informações de cunho político disponibilizadas pela internet aos seus usuários, exercem papel preponderante nesse incentivo à participação popular nas decisões nacionais. Contudo, o efeito da extensa rede de pesquisa corrobora para o aumento de notícias falsas na esfera política, uma vez que tal ação é diretamente proporcional à exaltação de personagens políticos e ao aumento do lucro para as empresas que dispersam essas informações, logo, sendo economicamente viáveis. “As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.” A máxima feita pelo filósofo Zygmunt Bauman, conceitua o resultado das notícias falsas em detrimento da opinião de outros eleitores e, por conseguinte, a sociedade torna-se alienada e polarizada.

Por outro lado, vale destacar que, segundo o filósofo apresentado anteriormente, a sociedade moderna é liquefeita, apresentando transformações sociais e interpessoais que afirmam a velocidade nas mudanças tecnológicas. Portanto, esta fluidez é um vínculo com classes sociais mais privilegiadas, que gozam desta conexão tecnológica. Porém, comunidades ribeirinhas e sociedades que não apresentam esta vantagem líquida está em detrimento do direito de informação, visto que segundo uma pesquisa realizada pela “TIC Domicílios 2019”, cerca de 30% dos lares no Brasil não têm acesso à internet, dificultando manifestações políticas vindas desses indivíduos. Nesse sentido, há uma exclusão social que agrava a disparidade econômica no país.

Portanto, é necessário mitigar essa problemática. Para tanto, o Congresso Nacional, por meio da aprovação de novas leis, deve criminalizar aqueles que geram notícias falsas maliciosas com a devida multa e pena, a fim de coibir a prática e levar justiça às suas vítimas. Além disso, a educação digital deve ser levada aos cidadãos brasileiros por intermédio das escolas, para que desde jovens estes indivíduos sejam capazes de lidar com os novos recursos tecnológicos cientes de seus riscos, e consumam o conteúdo das redes com cautela e senso crítico.