Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 14/10/2020
No documentário da Netflix: O dilema das redes, abrange-se o tema do poder das mídias sociais sobre a população e o impacto destes veículos na população como um todo, um dos temas abordados foi a manipulação que a sociedade sofre a partir das redes sociais em um formato de looping onde quem gera informação também recebe uma. Nesse viés, é compreensível que as redes sociais possuem uma notória influência na formação de opiniões políticas, que foram deliberadamente expostas contribuindo com discursos de ódio, ataques pessoais tornando não só ambientes, mas também relações tóxicas nas eleições de 2018. Ademais, embaixo de todas as declarações e discursos nas redes sociais, há também as opiniões políticas disfarçadas de informações, gerando em níveis grandiosos fake news, que resultam em eleições corruptas e de ação degenerativa para o país.
Através de pesquisa bibliográfica de juristas renomados e, por meio de legislação comparada ao Direito Constitucional e o Civil, bem ainda através de sites de estudos, artigos científicos, jurídicos, periódicos, blogs e sites de pesquisa, percebe-se que os discursos de ódio e ataques pessoais que cominam em crimes contra a honra, segundo o Código Penal, aumentaram cerca de mais de 150% nas redes sociais durante as campanhas eleitorais de 2018 no Brasil. Tais atos, também crimes, refletem em comportamentos e relacionamentos não só durante o período eleitoral, uma vez que uma opinião política carrega consigo ideologias, tornando ambientes e relacionamentos tóxicos.
Segundo dados fornecidos pelo jornal Folha de São Paulo e outros jornais de influência em todo o Brasil: Em 2018, seis em cada 10 brasileiros tinham WhatsApp no seu celular, são 120 milhões de pessoas compartilhando mensagem a respeito do candidato Jair Messias Bolsonaro, atual presidente do Brasil. Sendo assim, não é possível que Bolsonaro tenha chegado em tanta gente sem uma estrutura forte, com grande financiamento por trás e um filão para difundir fake news em grupos fechados, gerando o caos entre os eleitores. Consoante a isso, tanto as opiniões disfarçadas de notícia quanto as fake news ajudam a eleger políticos desqualificados para os cargos que assumem.
Portanto medidas são necessárias para combater as fake news, notícias imparciais, discursos de ódio e ataques contra a honra da pessoa. Cabe as comunidades de mídias sociais integrarem políticas de combate a fake news, de modo que seja possível rastrear, denunciar e apagar a postagem enganosa que circula nas redes sociais. E cabe ao poder legislativo federal estabelecer leis que agregam as políticas de combate as consequências negativas do poder das redes sociais em períodos eleitorais, estabelecendo como crime a divulgação de notícias falsas e notícias imparciais. A fim de promover uma política honesta e cidadãos mais tolerantes com controle sobre as mídias sociais.